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Os riscos de dormir em horários irregulares

Cientistas realizam testes com ratos de laboratório e revelam que dormir em horários e períodos irregulares pode causar problemas de saúde, como câncer de mama

diario da manha

 

Horários irregulares de trabalho podem ter um impacto na saúde bem mais grave do que pensamos. Segundo cientistas holandeses, testes com ratos de laboratório mostraram que dormir em horários e períodos irregulares pode causar diversos problemas de saúde, incluindo maior probabilidade de mulheres desenvolverem câncer de mama.

Trabalhar durante o dia em uma semana e à noite na semana seguinte. Esses horários irregulares podem ter um impacto em sua saúde bem mais grave do que você pensa, de acordo com um estudo recém-publicado.

De acordo com os cientistas holandeses que conduziram a pesquisa, publicada no site Current Biology, testes com ratos de laboratório mostraram “categoricamente” que dormir em horários e períodos irregulares pode causar diversos problemas de saúde, incluindo uma maior probabilidade de mulheres desenvolverem câncer de mama.

Conforme a BBC, os pesquisadores disseram ainda que são necessários mais estudos, mas que a ligação entre esses dois fatores sugere que mulheres cuja família tem histórico de câncer de mama não deveriam trabalhar em locais em que o horário da jornada é irregular.

 

PADRÕES

Além da maior probabilidade de se ter câncer, o estudo também concluiu que os ratos com padrões irregulares de sono pesavam até 20% a mais que os outros com padrões regulares, mesmo comendo a mesma quantidade de comida.

Estudos anteriores já haviam indicado um maior risco de doenças como o câncer de mama em profissões com horários irregulares, como comissários de bordo.

Um das explicações seria que uma interferência no ritmo interno – ou no relógio biológico – poderia aumentar o risco de doenças.

No entanto, essa ligação é incerta porque pessoas que trabalham em turnos diferentes, especialmente noturnos, também têm uma maior probabilidade de desenvolver câncer por fatores como classe social, nível de atividade física ou quantidade de vitamina D ingerida.

 

 

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