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Marconi diz que o País precisa tornar-se verdadeiramente uma “Pátria Educadora”

diario da manha

Ao participar hoje da 5ª edição da Agenda Goiás, em Catalão, o governador Marconi Perillo defendeu a Educação como a arma mais poderosa para mudar o mundo. “Só a educação pública de qualidade é capaz de se constituir num instrumento eficaz para reduzir desigualdades e ampliar o leque de oportunidades”, disse.

Ele afirmou que uma das primeiras pessoas a dizer a ele a importância da educação foi sua mãe, Maria Pires Perillo, para quem a única herança que gostaria de deixar para os filhos era a educação.

O governador deu boas vindas ao senador Cristovam Buarque (PDT-DF), segundo ele um dos maiores especialistas em Educação do mundo e que, antes de se eleger governador do Distrito Federal, foi o reitor da Universidade de Brasília (UnB), eleito pelo voto direto da comunidade universitária.

Lembrou que quando se elegeu governador pela primeira vez, em 1999, apenas 27% dos professores goianos tinham curso superior. O governo estadual estimulou a qualificação e hoje são quase 100%. “Inserimos inúmeros cursos de formação continuada de professores”, acrescentou.

Segundo Marconi, três medidas foram decisivas para a Educação goiana avançar: eleição direta para diretores, transferência direta de recursos para a merenda escolar e reformas na estrutura física das escolas e o pacto pela educação, que fez Goiás ocupar o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A transferência direta de recursos proporcionou, assinalou o governador, economia importante para os cofres do Estado. “Poderíamos ter um gasto R$ 500 milhões e investimos R$ 130 milhões”.

Na visão de Marconi, o governo federal precisa efetivamente criar as condições para que o Brasil seja verdadeiramente uma “Pátria Educadora”. E dois temas, na avaliação dele, estão na ordem do dia: a federalização da educação básica, como defende o senador Cristovam Buarque, e a construção de escolas de tempo integral. “O grande problema é o financiamento”, ponderou, ao acrescentar que as 20 escolas de tempo integral em Goiás foram destaque no Ideb. “A União não pode fugir da responsabilidade de ser um grande coordenador nacional de políticas para a Educação”, defendeu.

Ao falar da relação receita-despesa, Marconi sublinhou que 75% de todos os impostos que os goianos pagam são destinados ao custeio da máquina e a realidade no Brasil é que uma minoria ganha quase tudo o que se paga em termos de salários. “90% da folha vão para 10% de servidores”, ponderou.

Ele avalia que a escola de tempo integral é “uma maravilha”, “mas é preciso ter dinheiro”. Defendeu no seminário novas alternativas que permitam a Educação driblar a burocracia. “As pessoas querem alternativas para que haja eficiência”, arrematou, ao cumprimentar o Grupo Jaime Câmara pelos dez anos do Agenda Goiás. “O que se busca é um caminho para que a Educação seja pública e de qualidade”, finalizou Marconi.

O auditório da Associação Comercial e Industrial (ACIC), localizado à Avenida Raulina Fonseca Paschoal, ficou repleto de autoridades, professores, alunos e populares, que se propuseram a discutir as principais demandas da região Sudeste, uma das mais prósperas do Estado.

O Agenda Goiás é uma realização do jornal O Popular e conta com o apoio do governo de Goiás e o do Serviço de Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-GO). Ele realiza este ano seminários em 10 regiões do Estado: Região Metropolitana (Goiânia), Sudoeste (Rio Verde), Norte (Porangatu), Centro-Goiano (Anápolis), Sul (Itumbiara), Oeste (São Luiz de Montes Belos, Nordeste (Formosa), Entorno de Brasília (Luziânia) e Catalão (Sudeste). O projeto este ano foi aberto dia 19 de junho e já realizou edições em Rio Verde, Formosa, Itumbiara e Aruanã.

Com o tema Educação, o seminário apresentou como palestrastes o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e a consultora Wanessa Ferreira, especialista em experiências na implantação do modelo charter schools na Educação e uma das formuladoras do Pacto pela Educação, apresentado no ano passado pelo governo estadual.

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