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Polícia Civil acaba com quadrilha que agia de dentro de presídios em Goiás

presos

A Polícia Civil, após um ano de investigação, descobriu que 39 detentos, que cumprem pena em 12 diferentes cidades do interior do Estado de Goiás, comandavam, de dentro das penitenciárias, vários crimes, como roubos, tráfico de drogas, homicídios e até sequestros espalhados pelo Estado.

Os 39 detidos foram trazidos para um presídio de segurança máxima em Aparecida de Goiânia e outras quatro pessoas foram presas pela polícia nesta quinta-feira, 10, durante a Operação Esfacela.

Conforme divulgado pelo Delegado Cleybio Januário Ferreira, adjunto da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), os detentos usavam celulares para comandar inicialmente compra e venda de drogas. Os presos estavam cumprindo pena em Catalão, Cristalina, Itumbiara, Luziânia, Mineiros, Morrinhos, Quirinópolis, Rio Verde, São Simão, Águas Lindas e em duas cidades do Entorno do Distrito Federal, ainda não divulgadas.

Depois, os detentos começaram a dar ordens para o “lado de fora”, para que se iniciasse uma onda de roubos de veículos e sequestros.

A polícia ao longo das investigações, identificou algumas ordens de assassinato que partiram de dentro dos presídios, uma vez que, houveram alguns desentendimentos entre os comandantes da ação e os que as praticavam do lado de fora.

O delegado afirma que alguns crimes foram evitados durante o monitoramento da quadrilha.

Os nomes dos presos envolvidos no caso não foram divulgados, com o objetivo de não atrapalhar as investigações, pois oito suspeitos da quadrilha ainda estão sendo procurados. 43 dos 45 mandatos de prisão já foram cumpridos pela polícia, que também cumpriu os 45 mandatos de busca e apreensão. Os 39 condenados que foram levados para Aparecida de Goiânia irão ficar isolados no Núcleo de Custódia.

O Secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Estado de Goiás, José Eliton, divulgou que já estão sendo tomadas medidas para acabar com o uso de aparelhos celulares dentro dos complexos prisionais do Estado.

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