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Operação contra pedofilia prende duas pessoas por posse ilegal de armas em Goiás

diario da manha

A Polícia Federal (PF) deflagrou na quinta-feira, 11, uma Operação batizada de Láquesis, que reprime crimes relacionados ao compartilhamento e manipulação de material pornográfico infantil na internet. Além de Goiás, a ação foi realizada no Distrito Federal e em mais dois estados, sendo Mato Grosso e Espírito Santo. Mais de 40 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas unidades federativas.

Em Goiás, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Anápolis, ambos nos endereços de suspeitos de armazenar e compartilhar o conteúdo pornográfico infantil. Um idoso de 63 anos e um homem de 46 anos, ambos com identidades não divulgadas, foram presos por posse ilegal de arma de fogo. Durante as abordagens, a polícia apreendeu um notebook e cinco HDs (discos rígidos), além de quatro armas de fogo com o idoso e uma com o homem.

Ao todo, foram cumpridos, além dos dois no Estado, 29 no DF, dois no MT e um no ES.

A PF do Estado de Goiás divulgou que ainda não  há informações se nos itens eletrônicos apreendidos na casa dos suspeitos há conteúdo de pedofilia. O material foi encaminhado para perícia em Brasília (DF).

Ainda de acordo com a corporação, na residência do idoso, os agentes apreenderam um notebook e quatro HDs, além de quatro armas de fogo, que ocasionou a prisão do morador. Ele foi encaminhado para a sede da PF, onde foi ouvido e liberado após pagar fiança de R$ 6 mil.

Na segunda residência de Anápolis, que está no nome de uma mulher de 43 anos, foi apreendido um outro HD e uma arma de fogo, que ela alegou ser do marido, também detido. Ele foi levado para prestar depoimento, mas também foi liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 1 mil.

As investigações seguem para apurar qual o conteúdo armazenado nos aparelhos eletrônicos apreendidos.

OPERAÇÃO

Até o momento, a Operação Laquésis prendeu mais 13 homens no DF, suspeitos de armazenar e compartilhar material pornográfico infantil na web. Entre os detidos, está um servidor da Câmara dos Deputados que guardava 300 HDs em casa e segundo a PF, o suspeito chegou a engolir um pendrive, que supostamente contém conteúdo de pedofilia, para não ser preso em flagrante.

Foram cumpridos 35 mandados de apreensão, onde foram apreendidos smartphones, pendrives, computadores e outros equipamentos utilizados para armazenamento, produção e divulgação de conteúdos relacionados à pornografia infantil.

A corporação informou que o material estava nas casas de 32 integrantes de um grupo apontado por armazenar e distribuir material ilícito via “P2P”, que é um formato de rede de computadores tendo como principal característica a descentralização das funções convencionais da rede, o que facilita a troca de dados entre os usuários.

As investigações seguem para apurar se as pessoas detidas tem ligação entre si e comercializavam as imagens.

Além disso, segundo a PF, um banco de dados compartilhado com a Agência de Polícia Internacional (Interpol) e a Polícia Federal Americana (FBI), será usado para auxiliar no rastreamento de documentos. A medida prevê o esclarecimento de onde as imagens foram produzidas, além de revelar a identidade das vítimas.

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