Cotidiano

Reynaldo Rocha deixa um vazio nas redações

diario da manha

Morreu ontem, 22, o jornalista Reynaldo Rocha, ex-editor do jornal “O Popular”, ex-comentarista da CBN e um dos introdutores em Goiás de programas similares ao “Roda Viva”, da TV Cultura. Rey, como era chamado pelos amigos, dedicou sua vida ao jornalismo, sendo um contraponto ao estilo mais editorialista do irmão, Hélio Rocha.

Na TV Brasil Central, ele criou o programa “Roda de Entrevistas”, em que debatia os principais assuntos com especialistas e convidados. Foi um jornalista multimídia, com amplos poderes de atuação em todas as esferas.

O jornalista se formou na primeira turma de Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG).  Antes de entrar na faculdade de jornalismo, todavia, ele já cursava direito na mesma universidade.  Os dois cursos foram feitos em paralelo já que ocorriam em horários diferentes.

Reynaldo começou a escrever em 1964, no “Diário do Oeste”, como jornalista esportivo.  Após realizar a cobertura de férias do irmão, Hélio,  foi convidado a entrar para equipe de “O Popular”.

SERIEDADE

Reynaldo era conhecido, sobretudo, pela atuação séria e responsável com que exerceu suas funções nas redações de jornais.

Dentre suas ações no jornalismo goiano, as de maior destaque dizem respeito ao processo de especialização das editorias de “O Popular”. Foi ele que criou a editoria de “Cidades” e posteriormente “Política”.

Aos mais jovens foi sempre cordial e ofereceu informalmente seu grande conhecimento para o tratamento da notícia e da reportagem. Por onde passou deixou amigos e admiradores. Criou o primeiro sistema de estágios de Goiás, com a aproximação da redação de “O Popular” com a UFG.

Foi um dos mais competentes comunicadores de sua geração, principalmente pelo cuidado do texto e pela exigência de que as informações fossem apuradas e checadas mais de uma vez. Defendeu reserva de mercado para jornalistas diplomados e politicamente questionou o aparelhamento realizado pelo governo do PT em entidades como União Nacional dos Estudantes (UNE) e partidos como PC do B.

Conforme o próprio jornalista, ele chegou a ficar preso por um dia na Polícia Federal durante o regime militar. Mas  ele próprio estranhou, já que na universidade chegava a ser considerado como militante de direita, exatamente pelo texto sóbrio.

Reynaldo estava internado no Hospital Santa Mônica desde a semana passada e morreu por insuficiência respiratória. O jornalista teria sido internado com suspeita de H1N1.

O corpo de Reynaldo será enterrado nesta terça-feira às 9h no cemitério jardim das Palmeiras.

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