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Hortaliças ficam mais baratas

diario da manha
Ao contrário da tendência da área, a alface e a cenoura apresentaram comportamento de alta(Foto:divulgação)

As hortaliças pesaram me­nos no bolso do consumi­dor nas centrais atacadis­tas no mês passado. É o que revela o 12º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abasteci­mento (Conab), divulgado ontem. O estudo avalia os valores pratica­dos nas principais Ceasas do Brasil em novembro deste ano. E Goiânia não ficou de fora. Na Ceasa da Ca­pital, a dúzia da alface registrava cotação de R$10,00, enquanto a abóbora se limitava a R$0,90 o qui­lo. No reino das frutas, o abacate era cotado a R$ 7,50 o quilo. O abacaxi era vendido a R$ 3,50 a unidade e a banana prata a R$ 2,00 o quilo.

A maior queda registrada foi do tomate em São Paulo, preço que de certa maneira afeta Goiás como principal polo de produção do País. O preço do produto chegou a cair 28,75% na Ceagesp. O recuo se deve ao aumento da oferta da hortaliça, provocado pelas temperaturas ele­vadas nas áreas de produção, que apressaram a maturação do fruto.

A maior quantidade de bata­ta e de cebola no mercado ataca­dista também foi o principal mo­tivo para a queda na cotação das hortaliças. No caso da batata, a ampliação da oferta se deve ao aumento do ritmo de colheita na safra das águas. A oferta de cebola foi incrementada, principalmen­te, pela produção do Paraná e de regiões nordestinas.

Já a cenoura e o alface apre­sentaram comportamento con­trário, registrando alta no último mês. As condições climáticas (al­tas temperaturas e chuvas inten­sas) prejudicaram a produção e a colheita da cenoura, influencian­do na elevação dos preços. As va­riações da alface, por sua vez, são típicas de cada mercado, uma vez que a produção da folhosa está localizada sempre mais próxima dos centros de consumo.

FRUTAS

Banana e melancia também fi­caram mais baratas em novembro. A boa oferta de banana nas varie­dades prata e nanica e a entrada da produção de melancia paulista e gaúcha foram determinantes para a queda nos valores destes produtos.

Maçã e laranja registraram pe­quenas oscilações, mantendo os ní­veis de preço estáveis. Já o mamão ficou mais caro em virtude da me­nor oferta, principalmente nas re­giões produtoras do Espírito San­to, Bahia e norte de Minas Gerais.

Além dos produtos analisa­dos, outras hortaliças apresen­taram recuo geral nos preços, como pimentão (-31%), vagem (-26%) chuchu (-17%) e beterra­ba (-11%). A tendência de queda seguiu também em frutas como ameixa (-23%), tangerina (-19%), limão (-16%) e pêssego (-4%).

O levantamento é feito mensal­mente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hor­tigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente por grandes mercados atacadistas do País. Para a análise do comportamento dos preços de novembro, foram con­siderados os principais entrepos­tos dos Estados de São Paulo, Mi­nas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Ceará, Pernambu­co, Goiás e Distrito Federal.

 

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