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Servidores são presos suspeitos de fraude

diario da manha
O delegado titular da DERFRVA, Adriano Costa: “Esses automóveis não podiam ser vistoriados na cidade, uma vez que os municípios de procedência estavam localizados a mais de 500 quilômetros”(Foto:divulgação)

Quatro servidores do Depar­tamento Estadual de Trân­sito de Goiás (Detran-GO) e um despachante foram presos, na manhã de ontem, suspeitos de fraudar a transferência de veí­culos no interior do Estado. As transferências veiculares eram si­muladas por alguns agentes do Detran, segundo a Polícia Civil, os funcionários do órgão lançavam transferências no sistema que não haviam sido solicitadas pelos pro­prietários dos veículos. Além das prisões, serão cumpridos 16 man­dados de busca e apreensão e oito suspeitos prestarão esclarecimen­tos já nesta sexta-feira.

A ação integrou a segunda fase da Operação Intraneus, que foi ini­ciada há quatro meses. Segundo a Polícia Civil, o esquema de fraudes nas vistorias acontece há cerca de cinco anos. A operação é reliza­da nas cidades de Anápolis, Novo Mundo e São Miguel do Araguaia. O delegado Gustavo Rigo suspei­ta que as fraudes teriam sido uti­lizadas para pelo menos cinco veículos frutos de furto ou roubo. “Com este procedimento engen­drado por esta organização crimi­nosa, eles poderiam transferir veí­culos, por exemplo, adulterados, que muito possivelmente são fur­tados ou roubados. Até porque as vistorias eram simuladas, elas, de fato, não ocorriam”, explicou.

“Provavelmente, grande parte desses veículos é produto de furto”, comenta Rigo. De acordo com o de­legado titular da DERFRVA, Adria­no Costa, esses automotores sequer podiam ser vistoriados em Anápo­lis. “As cidades de procedência dos veículos estavam localizadas a mais de 500 quilômetros”, comenta.

Entre os materiais apreendidos pela polícia estão conversas entre uma servidora do Ciretran de Aná­polis e um despachante. Em uma das conversas, segundo a corpora­ção, um dos despachantes fala com a servidora que precisa fazer 12 vis­torias e pergunta quanto ela cobra­ria para simulá-las e, após alguns dias, cobra a prática da funcionária.

“Alguns servidores de Anápolis faziam a transferência de veículos com a simulação de vistorias que deveriam ter sido realizadas. Du­rante as investigações, nós identifi­camos pelo menos 60 veículos nesta circunstância. Ou seja, foram supos­tamente vistoriados pelos Ciretran de Mundo Novo e São Miguel do Araguaia e, em seguida, transferidos para Anápolis”, explicou o delegado.

 

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