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Colecionadores invadem Vila Cultural Cora Coralina

diario da manha
FOTO:DIVULGAÇÃO

A Vila Cultural Cora Coralina (rua 3 com Tocantins, Centro, Goiânia) re­cebe neste domingo, 15, das 9 até 17h, a Segunda Convenção de Multicole­cionismo do Estado de Goiás. Os or­ganizadores pretendem trocar, ven­der e expor objetos que motivam os participantes a se dedicarem de cor­po e alma aos objetos da cultura pop.

O colecionismo é uma postura frente ao desenvolvimento industrial e mexe com o sistema nervoso da so­ciedade, na medida em que reúne a memória e a compulsão. Bomeruim, o consumo é um traço marcante da civilização que se institui sob as bases mercantilistas e capitalistas.

Maslongedestedebateoqueexis­te, de fato, é a paixão. O evento é gra­tuito e serve de inspiração para que outros colecionadores juntem suas peças e participem do encontro.

A tradição do colecionismo está bemrepresentadanoEstado. OGoiás Mini Clube (GMC), um dos inspira­dores do evento de hoje, surgiu em 2016 com a união de colecionado­res de miniaturas. O grupo se ‘reu­nia’ através do WhatsApp. Mas efeti­vou os encontros presenciais.

O grupo tem hoje 120 membros que atuam em defesa do hobby. Exis­te uma longa lista de especialidades, caso de miniaturas de carros, motos, caminhões, bonecos, aviões e heli­cópteros, barcos, etc.

No ano passado, o grupo realizou a primeira convenção de Goiás. Nes­te ano são esperados dioramas, ani­mes, action figures e várias outras no­vidades para o encontro.

AÇÃO SOCIAL

A Segunda Convenção de Mul­ticolecionismo do Estado de Goiás é também uma ação social. O par­ticipante pode colaborar com 2kg de alimentos não-perecíveis ou um brinquedo novo, produtos que serão doados para famílias carentes.

Um dos organizadores, Muril­lo Damaso, afirma ao DM que pretende ampliar o evento ainda mais e fazê-lo che­gar a mais pessoas. Ele diz que todo indivíduo inseri­do no mercado de consumo é po­tencialmente colecionadora. Daí a necessidade de expandir o evento exatamente para trazer coleções inu­sitadas, raras e diferentes, que mar­cam, de certa forma, a civilização em seu dado momento histórico.

As coleções apresentadas em sua maioria estão fundadas na indústria cultural pop, mas nada impede que listas vintages ou mesmo antiguida­des façam parte das mostras futuras.

 

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