Cotidiano

Prédios abandonados correm o risco de demolição

diario da manha
FOTO:CRISTOVÃO MATOS

Prédios abandonados podem ser demolidos caso seus proprie­tários não regularizem a situa­ção dos edifícios. A afirmação é do diretor de fiscalização da Se­cretaria Municipal de Planeja­mento Urbano e Habitação (Se­planh), Luiz Lucas Alves Júnior. Segundo ele, os proprietários são notificados, possuem um prazo para normalização e caso as pro­vidências não sejam tomadas, eles podem ser autuados e o lo­cal ser demolido. Em Goiânia, há 473 prédios abandonados.

Dois prédios abandonados no setor Central da capital vêm inco­modando e assustando os mora­dores da região. Localizados na Rua Dona Gercina Borges Teixei­ra, quadra F17, lotes 33 e 31, seus donos já foram notificados a com­parecer ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) para prestar de­clarações acerca dos abandonos dos imóveis. Também já há um processo da Prefeitura de Goiâ­nia sobre estes edifícios.

Segundo os vizinhos, os locais são pontos de moradia de pes­soas em situação de rua e usuá­rios de droga, além de esconderi­jo para quem pratica atos ilícitos. A equipe de reportagem do Diá­rio da Manhã esteve no local e flagrou homens pulando os mu­ros das casas tranquilamente.

Um relatório do Corpo de Bombeiros Militar encaminha­do ao Ministério Público, a Se­planh e a Secretária Municipal de Assistência Social (Semas) afir­ma que as casas “oferecem risco a saúde e a segurança pública, necessitam de limpeza urgente­mente, podem oferecer risco de desabamento por causa do in­cêndio já ocorrido nelas”.

O documento ainda fala so­bre as condições de higiene dos prédios, ressaltando o mau chei­ro devido à presença de fezes em alguns cômodos e muita sujeira oferecendo risco de proliferação de insetos, roedores e transmis­são de doenças como a dengue. Ademais, dizem que encontra­ram nos lugares “objetos prove­niente de furtos ou roubos”.

CÂMARA MUNICIPAL

De acordo com o vereador Anselmo Pereira (MDB), a Câ­mara Municipal está de olho nos imóveis que estão sem fun­ção social em Goiânia. Em maio uma Audiência Pública debateu os parâmetros para o uso, con­servação, riscos de segurança, destinação e alternativas pos­síveis para mudanças ou para a aplicação da legislação que dis­ciplina a construção e a manu­tenção dos prédios públicos e privados ociosos na cidade.

“Casas como essas na Rua Dona Gercina vão ser demolidas, não tem saída, para o que ser­ve aquilo lá? Não tem função so­cial nenhuma, e muito menos co­mercial. Nós também estamos de olho em outros prédios em Goiâ­nia, como o da Rua 3, o prédio do Palácio da Cultura no Setor Uni­versitário que estão abandona­dos”, ressaltou o vereador.

O DM tentou contato com os proprietários das duas casas abandonadas citadas na matéria, mas sem sucesso. Um dos pré­dios já pertenceu a um dos médi­cos mais reconhecidos de Goiâ­nia, Eduardo Jacobson. Ele era proprietário de um dos primei­ros hospitais de Goiás, o Hospital Santa Luiza, o primeiro a possuir um aparelho de RX e, também, um dos primeiros a ter um anes­tesista exclusivo.

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