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Caso Marielle e Anderson: Mulher de PM e irmão são presos

diario da manha

A PC do Rio de Janeiro prendeu nessa manhã quatro pessoas em uma operação que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, o crime aconteceu em março de 2018.

Entre elas está Elaine de Figueiredo Lessa, mulher do sargento reformado da PM Ronnie Lessa.

Além de prender Elaine, a polícia prendeu Bruno Figueiredo, irmão dela, Márcio Montavano, vulgo “Márcio Gordo”, e Josinaldo Freitas, vulgo “Di Jaca”.

O trio é suspeito também de ajudar a ocultar provas. Ronnie Lessa também é alvo de mandado, mas ele já se encontra preso. Montavano e Bruno também são suspeitos de ajudarem na execução do assassinato.

Diversas manifestações já acontecem no Twitter

A vereadora recebeu e ainda recebe diversas homenagens

Marielle Franco foi a vereadora mais votada de Niterói, na região metropolitana do Rio.

Talíria Petrone (PSOL) após a morte fez um discurso emocionada, lembrando da importância da representatividade de mulheres, negros, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros e moradores de favela na política.

“Se eles achavam que a Marielle estava sozinha, eles estão enganados. A Marielle é cada uma de nós”, disse Talíria que lembrou também a dedicação de Marielle à favela da Maré. “Conheci Marielle na favela, lugar que era dela, e que sempre foi a prioridade da sua voz”.

Em seu primeiro mandato na Câmara Municipal do Rio, o vereador David Miranda também chorou ao falar sobre a amiga e vereadora e pediu que a militância se mantenha firme na luta contra a discriminação e a desigualdade.

“Minha amiga morreu, mas não foi em vão. Todos vocês têm a responsabilidade de levar dentro do seu coração a luta que ela tinha pela democracia e pela juventude negra”, disse Miranda, ao acrescentar que a manifestação de ontem no centro do Rio de Janeiro “mostrou que a semente dela continua”.

O deputado federal Chico Alencar lembrou que Marielle costumava estar na manifestação do Buraco do Lume toda sexta-feira. O ato no centro do Rio é tradicionalmente usado por parlamentares do PSOL para prestar contas das ações de seus mandatos.

Marielle foi assassinada na quarta-feira, por volta das 20h, com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa. A parlamentar viajava no banco de trás do carro, quando os criminosos emparelharam com o carro da vítima e atiraram nove vezes.

Além da vereadora, também morreu no ataque Anderson Gomes, que trabalhava como motorista para o aplicativo Uber e prestava serviços eventuais para Marielle. Uma assessora que também estava no carro sobreviveu ao ataque.

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