Cotidiano

Goiânia: névoa seca aparece no céu e deve ficar até as chuvas

Acúmulo de poluentes que promove alteração no céu muda sensação térmica. Previsão é que tempo vire no interior de Goiás nos próximos dias

diario da manha
Foto: Reprodução

A névoa seca que cobre Goiânia e região metropolitana deixando o céu opaco e cinza deve permanecer até a ocorrência de chuvas significativas ou ventos fortes que possam dissipar a formação, diz a meteorologia.

Assim como a neblina, a névoa seca é formada quando há a condensação de vapor d’água, porém em associação com a poeira, fumaça e outros poluentes.

A alta concentração de fumaça, fuligem e outros poluentes que causam a alteração na cor do céu está associada à baixa umidade relativa do ar.

“As partículas ficam suspensas na atmosfera e quanto mais quente e mais seco, com a umidade relativa do ar muito baixa, a gente vê esta névoa”, explica a chefe do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Goiás, Elizabete Ferreira.

 Já a fumaça originada pelas queimadas, que têm se repetido nos últimos dias, tem uma associação direta ao problema, afirmam os meteorologistas.

Em todo o Estado, os focos de calor somaram do dia 1º deste mês até a última terça-feira (15) 1.549 registros. O número se aproxima do dobro do registrado em todo mês de setembro do ano passado (872), segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Fogo

O fogo que atinge o Parque Estadual Altamiro de Mora Pacheco (Peamp), que já teve ao menos 350 hectares consumidos pelas chamas, é apontado como principal ocorrência na região metropolitana de Goiânia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes da corporação atuam com 12 viaturas no local.

Temperatura

 A temperatura máxima registrada na quarta-feira (16) foi de 34°C com umidade mínima de 15%, segundo os dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

A baixa umidade vem de longa data, uma vez que a última chuva considerável na capital ocorreu no último dia 23 de maio. Com isto, nesta quarta-feira completou 116 dias sem que houvesse uma precipitação.

Elizabete explica que a cor alaranjada que embeleza o entardecer é o reflexo dos raios solares nas partículas de poluição.

Estiagem pode ter fim no Sudoeste do Estado na próxima semana

A chefe do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Goiás, Elizabete Ferreira, afirma que os modelos meteorológicos indicam que a partir do próximo domingo, a Região Sudoeste do Estado pode ter ocorrência de chuvas, sobretudo em áreas isoladas.

Para Goiânia e região metropolitana, no entanto, o mesmo tem chance remota de ocorrer. “Como está muito seco, a possibilidade é pequena para nós”, explica Elizabete.

*Com informações do O Popular

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