Cotidiano

PC confirma que ex- sogro é suspeito de pagar R$ 150 mil para executar pecuarista, em São Miguel do Araguaia

Segundo a Polícia Civil, além do ex- sogro e advogado, outros três suspeitos foram presos temporariamente. O pecuarista Agno Rainiere foi morto a tiros por causa de divisão de bens em um divórcio

diario da manha

A Polícia Civil (PC-GO), declarou na manhã desta segunda-feira (9), que o ex- sogro é suspeito de pagar R$ 150 mil para advogado da família planejar e executar a morte do pecuarista Agno Rainiere, 42 anos, em São Miguel do Araguaia, no oeste de Goiás. Para a corporação, além do ex- sogro e advogado, foram detidos temporariamente outros três supostos envolvidos.

“O ex-sogro da vítima contratou o advogado da família por R$ 150 mil, para dar fim na vítima. O advogado contratou um ex- agente penitenciário que contratou os executores”, afirmou o delegado Elton Fonseca.

O ex-sogro Cacildo Amaral, 70 anos, foi preso na última quarta-feira (4), na cidade. Após a morte do pecuarista, em mensagem por aplicativo, o ex-sogro lamentou a morte de Agno e chegou a disponibilizar R$ 10 mil como recompensa para quem tivesse informações sobre o atirador.

Em nota, a defesa de Cacildo Amaral “nega, de forma contundente, qualquer participação ou interesse na morte de Agno Rainiere, até porque era uma pessoa próxima, com quem sempre teve um convívio harmonioso”. Considerou ainda que “o advogado já atuou para a família, “o que justifica o valor repassado pelos serviços prestados” .

O advogado reconhecido como Gary Francisco Marques foi preso, sábado (7). Não foi possível localizar a defesa do suspeito.

Incitação do crime

Conforme o delegado Fonseca, a motivação do crime seria uma desavença familiar, por causa de uma divisão de bens do divórcio de Agno com a ex- esposa. Porém, a polícia considerou que não há indícios de que a ex- esposa tenha participação no crime. Os cinco suspeitos confessaram o homicídio.

Ainda de acordo com a PC, o crime foi planejado por cerca de um mês. A apuração demonstrou que a vítima foi monitorada durante 15 dias pelos suspeitos. O carro usado para ajudar na fuga dos criminosos também foi apreendido.

“Acompanharam a vítima por cerca de 15 dias. A idéia deles era cometer o crime na casa de Agno, mas como ele morava em um condomínio fechado, não foi possível. Há indícios de movimentação do dinheiro por pelo menos um mês antes do crime”, assegurou o delegado Fonseca.

De acordo com o site G1, a PC informou ainda que vai concluir o inquérito nos próximos dias e que os suspeitos devem ser indiciados pelo crime de homicídio qualificado.

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