Cotidiano

Eleição do diretório decidirá futuro do MDB em Goiás

Marcada para o próximo dia 18, sexta-feira desta semana, a eleição para a executiva do MDB em Goiás não deve ter disputa e servirá para referendar um novo mandato para o atual presidente Daniel Vilela

diario da manha

Marcada para o próximo dia 18, sexta-feira desta semana, a eleição para a executiva do MDB em Goiás não deve ter disputa e servirá para referendar um novo mandato para o atual presidente Daniel Vilela. O deputado estadual Paulo Cezar Martins até protocolou o registro de uma chapa para disputar com Daniel, mas o registro foi indeferido pela executiva na manhã de ontem, segunda-feira, 14, sob a alegação de não cumprir com as exigências do estatuto do partido. Depois da convenção, o MDB vai definir os rumos que deve tomar em relação ao pleito de 2022 em Goiás, se lança candidato próprio ao Palácio das Esmeraldas ou se abre mão da cabeça de chapa e embarca em alianças com outros partidos. Se prevalecer a segunda hipótese, muito provavelmente, o MDB deve apoiar a possível candidatura à reeleição de Ronaldo Caiado (DEM). Para o deputado Paulo Cezar, que prometeu recorrer da decisão de indeferimento da sua chapa, o partido deve lançar candidato próprio. O emedebista tem repetido que o “MDB tem todas as condições de montar uma chapa forte e completa, com candidatos a deputado federal, estadual e senador”. PC não esconde o entusiasmo pelo nome de Gustavo Mendanha, atual prefeito de Aparecida de Goiânia, que também defende abertamente que o MDB deve estar na disputa pelo governo de Goiás como cabeça de chapa. Paulo Cezar cita Iris Rezende, reconhecidamente o maior líder do partido, para corroborar sua defesa em busca da candidatura própria. Vale lembrar, porém, que hoje Iris Rezende é um dos maiores fiadores do governador Ronaldo Caiado, a quem tem dispensado apoio publicamente. Aliás, em 2018, o próprio Iris defendeu, até o último minuto, uma aliança de Daniel com Caiado e ela só não se viabilizou por conta da irredutibilidade de Daniel, o que acabou rachando o MDB e provocando a saída de nomes históricos do partido, a exemplo de Adib Elias, hoje prefeito de Catalão. Depois da morte de Maguito Vilela e do rompimento com o Republicanos em Goiânia, Daniel Vilela tem demonstrado maturidade política e se aproximou ainda mais de Iris Rezende. Coincidência ou não, desde então o discurso de Daniel tem sido de respeito e reconhecimento a Caiado e ao seu governo

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