Cidades

Polícia investiga rede que acobertava Lázaro Barbosa

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda acredita que os assassinatos, invasões, roubos, sequestros e estupros, foram crimes encomendados

diario da manha

Após a morte de Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, a polícia quer agora esclarecer a relação do mesmo com uma suposta rede criminosa. O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda acredita que os assassinatos, invasões, roubos, sequestros e estupros, foram crimes encomendados.

A Polícia Civil de Goiás, segue a investigação entre as linhas de crimes por encomendas, disputas de terras e especulação imobiliária.

Lázaro morreu com cerca de 38 tiros na última segunda-feira (29), após resistir à prisão. De acordo com os policiais, 125 tiros foram disparados antes do criminoso ser morto. Lázaro foi achado na região de Águas Lindas (GO), cerca de 20 quilômetros da base montada pela força-tarefa em Girassol.

Rodney Miranda, informou que as investigações apontam Lázaro como um peão, um “executor de ordens”. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), também falou na mesma linha: “Ele não é um lobo solitário. Tem uma quadrilha por trás”.

As suspeitas se reforçaram já que no bolso do criminoso havia R$4,4 mil. O dinheiro seria utilizado para Lázaro sair de Goiás, já que a rede que o acobertava não queria que o mesmo fosse preso, pois assim ele poderia entregar seus comparsas.

Na mochila de Lázaro foi encontrado remédios, alimentos instantâneos e muita munição. Os itens são de difícil acesso para uma pessoa que estava escondida por 20 dias na mata. As suspeitas de ajuda de concretiza ainda mais já que assim que foi pego, Lázaro estava com a barba feita e usava um agasalho da Polícia Militar do DF.

O secretário de Segurança Pública também informou que o grupo que o ajudava espalhou informações falsas para despistar os policiais e dificultar a captura de Lázaro.

Crime por encomenda

Testemunhas prestaram depoimentos à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), sobre a morte da família Vidal, foi informado que Lázaro não agiu sozinho. O crime aconteceu em 09 de junho no Incra 9, em Ceilândia.

Uma pessoa teve a chácara invadida por Lázaro, mas o mesmo chegou a se desculpar pois segundo ele haviam encomendado uma cabeça, mas que ele havia entrado na casa errada.

Um parente dos Vidal, informou que no ano passado, cinco ou seis integrantes da família venderam suas frações de terra que receberam de herança no Incra 9 para uma mesma pessoa. No depoimento do parente, foi informado que ele mesmo havia vendido sua parte por R$ 1 milhão. Tal fato demonstra um interesse imobiliário na região.

O advogado dos familiares da família Vidal, Fábio Alves acredita que Lazaro teria outras motivações para cometer a chacina, e não apenas querer roubar.

“Briga por terras, crimes cometidos para comprar áreas mais baratas, vingança. Tudo isso deve ser apurado”, disse Fábio ao Metrópoles.

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