Cotidiano

GIH investiga homicídios contra policiais penais

Os dois presos fizeram parte do esquema criminoso de assassinar o policial penal, Elias de Souza Silva

diario da manha
Esquerda: Alex / Direita: Ronan

Na última quinta-feira (08) os policiais civis do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) efetuaram a prisão de Ronan Lima Martins, conhecido como “Bigode”, e Alex de Souza Rodrigues. Os dois são acusados de praticarem homicídios. Além disso eles confessaram detalhadamente como arquitetavam os crimes.

O Grupo (GIH) de Aparecida de Goiânia, ainda investiga o caso, Elias de Souza Silva e Ana Paula Dutra, um casal que foi assassinado nas mediações do complexo prisional, no dia 18 de fevereiro deste ano.

Os criminosos foram prisão pegos em flagrante, somente Welton dos Santos Gomes, sobreviveu ao confronto policial. Kleber Wilker da Costa Simões e Jean Araújo Godinho, morreram durante o tiroteio. Logo após uma sequencia de investigações, foi identificado o mandante do crime. Ele está preso na Penitenciária Odenir Guimarães (POG).

Bruno da Conceição Pinheiro, conhecido como “Urso”, ao ser interrogado, confessou ser o organizador do atentado, alegando como motivação o recrudescimento das regras impostas aos detentos da POG. A determinação foi de que os executores tivessem como alvo qualquer policial penal que saísse do complexo prisional. De acordo com a conveniência dos criminosos, sendo que Elias foi o primeiro a sair, após o término de seu plantão, eles o executaram.

Após a prática do crime, cinco executores fugiram para o estado do Rio de janeiro, onde ficaram abrigados em uma favela da cidade, sob a proteção de membros de uma facção criminosa.

Com o decorrer das investigações, o GIH identificou também o motorista de aplicativo que foi contratado para levar parte dos criminosos para o Rio de Janeiro, em duas viagens, recebendo R$ 2 mil, livre de despesas, em cada uma delas. Mesmo de longe o GIH continuou monitorando os executores até que dois destes retornaram ao estado de Goiás.

Segundo a polícia as investigações terão continuidade visando a prisão dos outros dois executores, que já foram identificados pelo GIH. Além também do quinto participante que não foi identificado.

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