Cotidiano

Altas temperaturas marcam fim de agosto em Goiás

Instituto Nacional de Meteorologia divulgou que Goiás entrou em alerta laranja na última semana devido à umidade extremamente baixa

diario da manha
Foto: Murillo Velasco

As altas temperaturas e a baixa umidade anunciam a chegada da primavera, época mais quente do ano em Goiás. Agosto nem terminou e Goiânia já registrou 34ºC e umidade relativa do ar em 12%.

Segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), há 71 dias não chove em Goiânia, e isso se deve à massa de ar seco que predomina em Goiás nesta época do ano, impedindo a entrada de umidade e elevando as temperaturas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice de umidade ideal é entre 60% e 80%.

A qualidade do ar piora com as queimadas e a poluição já presente na capital, ao observar o horizonte, é possível notar uma camada de ar acinzentada, pesada e que é prejudicial à saúde, a recomendação é não se expor ao sol, nem realizar atividades físicas entre 10h e 16h.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a tendência para a semana é de estabilidade do sol, com temperaturas máximas entre 33ºC e 36ºC, além disso, o órgão divulgou que Goiás entrou em alerta laranja na última semana, devido à umidade extremamente baixa.

Racionamento de água

Devido à ausência das chuvas, a vazão do Rio Meia Ponte, que abastece a capital e região metropolitana, está em 3,5 mil litros por segundo, levando ao nível critico 2, o que significa que a Saenago terá que apresentar um plano de racionamento de água.

A Saneago deve apresentar Plano de Racionamento de uso da água aos órgãos reguladores (AGR e ARG), conforme Resoluções nº 110/2017 da Agência Goiana de Regulação (AGR) e 001/2019 da Agência de Regulação de Goiânia (ARG).

O Plano de Racionamento, reúne um conjunto de ações que visam conter os efeitos da redução da vazão do Meia Ponte, caso essa redução prejudique o abastecimento público.

Caso o Meia Ponte chegue ao nível crítico 3, quando o rio fica abaixo dos 3 mil litros por segundo, haverá a necessidade de redução de 50% dos volumes diários cedidos que realizam captação direta.

É necessário o uso consciente da água, principalmente na época de estiagem, para que o goianiense não venha sofrer futuras consequências.

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