Cotidiano

Organização criminosa engana empresários e rouba cargas de soja e aço

Os prejuízos causados pelos motoristas às empresas vítimas ultrapassa os R$ 30 milhões

diario da manha
Foto/Reprodução

Na ultima quarta-feira (11) a Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), cumpriu diversas medidas cautelares contra motoristas ligados a esquemas delitivos de desvios de cargas de aço e soja. 15 motoristas foram presos e cinco deles em flagrante em Goiânia. Os prejuízos causados pelos motoristas às empresas vítimas ultrapassa os R$ 30 milhões.

A investigação começou em junho de 2020, em decorrência do aumento significativo de ocorrências de roubos de carregamentos de sojas e aços utilizados na construção civil. Já nas primeiras fases, os policiais constataram que 100% dos registros de roubos eram falsos e que na verdade, esse esquema tratava-se de uma modalidade criminosa de estelionato, com a participação direta do motorista transportador.

A força-tarefa apurou que os motoristas utilizavam uma conhecida plataforma digital de contratação de frete para atrair suas vítimas, todas empresários ligados ao ramo de transportes, vendas de aço e armazenagem de grãos, que buscavam apenas o menor preço. Inocentemente as vítimas entregavam suas cargas aos delitivos, sem ao menos pesquisar sobre os antecedentes deles.

Após ganhar a confiança e realizar o carregamento dos produtos, na estrada era desviado as cargas, sendo entregues aos receptores. A polícia começou analisar que a narrativa dos motoristas era padrão, e isso chamou a atenção dos investigadores que, observando o contexto das ocorrências, conseguiu verificar a existência do esquema criminoso. Todos os participantes foram identificados.

Por isso, novas medidas cautelares visando o encerramento do inquérito policial serão pleiteadas em juízo, especialmente em face do aplicativo digital e dos receptadores. Os investigados respondem pelos crimes de estelionato, receptação qualificada e associação criminosa. Há ainda cinco investigados foragidos, que seguem sendo procurados.

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