Cotidiano

Condenado a 23 anos homem que matou japonesa encontrada perto do centro de João de Deus

Ele teria encontrado a turista na cachoeira, quando roubou um colchonete, saia, bermuda, calcinha, blusa e um agasalho pertencentes a ela.

diario da manha

O juiz Marcos Boechat Lopes Filho, da comarca de Abadiânia, condenou Rafael Lima da Costa a 23 anos de prisão, em regime fechado, pelo latrocínio e ocultação do cadáver da turista japonesa Hidomi Akamatsu. Em novembro do ano passado, ela foi encontrada morta em uma cachoeira nas proximidades da Casa Dom Inácio, até então presidida pelo médium João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus. Rafael não terá direito a responder em liberdade.

De acordo com a denúncia, no dia 10 de novembro de 2020, por volta das 13 horas, em uma cachoeira localizada nas proximidades da Casa Dom Inácio de Loyola, Rafael, com a intenção de roubar, teria matado Hidomi Akamatsu e ocultado seu cadáver. Ele teria encontrado a turista na cachoeira, quando roubou um colchonete, saia, bermuda, calcinha, blusa e um agasalho pertencentes a ela.

De acordo com um policial ouvido, a polícia chegou a Rafael ao analisar imagens de câmeras próximas ao local. Segundo ele, é possível observar quando Hidomi passa e Rafael desce e sobe como se estivesse procurando aleatoriamente uma vítima para atacar ou assaltar. O policial relatou ainda que, também pelas imagens, vê-se quando Rafael desce com uma vestimenta e alguns minutos depois sobe sem ela e já usando uma muito parecida com a que Hidomi estava portando. 

Ao testemunhar sobre o caso, uma delegada da Polícia Civil relatou que Rafael lhe contou que a intenção era roubar para pagar dívidas de droga, só que, como a vítima não tinha nada além da roupa do corpo e um colchonete, ele decidiu matá-la por enforcamento e esganadura. O exame cadavérico, no entanto, concluiu que ela morreu por traumatismo craniano, causado por um objeto contundente. 

Rafael teria revelado à delegada ainda que teria estuprado Hidomi, mas isso não pode ser comprovado pela perícia, uma vez que o corpo foi encontrado em avançado estado de putrefação e que não foram localizados vestígios de sêmen ou do DNA de Rafael nas roupas de Hidomi. Em juízo, ele assumiu o roubo, disse que teria jogado Hidomi na vala ainda desmaiada, mas afirmou não se lembrar do estupro. 

Ocultação de cadáver
Se o estupro não pode ser confirmado, a ocultação de cadáver foi demonstrada pelo Laudo de Exame Cadavérico, segundo o qual o corpo de Hidomi foi encontrado próximo a essa cachoeira, no fundo de uma grota, local úmido, por onde passavam águas pluviais. Sobre a vítima foram amontoadas pedras compatíveis morfologicamente com as pedras que compunham o solo naquele lugar. As pedras foram dispostas de forma a ocultar o cadáver. Contudo, parte da coxa e joelhos direitos estavam descobertos. (Texto: Aline Leonardo – Centro de Comunicação Social do TJGO)

Comentários