Cotidiano

"Encarecimento do crédito freia ainda mais a produção", diz Fieg

Governo também sofre efeitos negativos, com aumento do endividamento, uma vez que a Selic serve de parâmetro para o reajuste da dívida pública

diario da manha

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, no início da noite desta quarta-feira (22/09), aumentar em um ponto percentual a taxa básica de juros da economia. Esse é o quinto aumento consecutivo do indicador, que chega 6,25% a.a., justificado pelo descontrole da inflação. Nos últimos doze meses, a inflação acumula alta de 9,68%, bem acima dos 3,75% estipulados como meta para 2021.

Para a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o aumento da taxa de juros gera desestímulo ao consumo, sobretudo de bens duráveis. “Para a classe produtiva, o encarecimento do crédito freia ainda mais a produção e os investimentos acabam sendo destinados a aplicações financeiras. Isso faz com que aumente a ociosidade da indústria, que já vem prejudicada pela pandemia da Covid-19”, avaliou o presidente da Fieg, Sandro Mabel.

Indiretamente, o aumento dos juros impacta a geração de emprego e renda.

Após um período de seis anos sem sofrer aumentos, chegando a atingir o menor patamar histórico de 2%, em agosto/2020, a série de aumentos da Selic foi retomada em março deste ano. Na análise da assessora econômica da Fieg, Januária Guedes, caso se confirme as expectativas para os índices de preços, o indicador pode subir ainda mais até dezembro. “A Selic pode chegar a 8,25% ao final do ano, a maior taxa desde setembro de 2017”, afirmou.

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