Cotidiano

Comerciantes da Rua 44 esperam lucrar 50% a mais neste Natal

Com movimentação crescente desde outubro, o polo de roupas no atacado tem celebrado boas vendas e já gerou cerca de 6 mil empregos. Expectativa é que cerca de 1,2 milhões de pessoas comprem no local até o fim do ano

diario da manha
Para a comerciante da Rua 44, Érica Viana, as vendas estão até melhores que os anos anteriores à pandemia

Acostumada a receber lojistas de todo País, que chegam em diversas excursões, a região da Rua 44, considerada o maior polo de roupas no atacado de Goiás, começa a viver o movimento do Natal desde o mês de outubro. E, após dois anos de quedas nas vendas, falta de matéria prima e produtos, devido à pandemia do Coronavírus, este ano os comerciantes já estão considerando as vendas até melhores que antes do isolamento social.

De acordo com o presidente da Associação dos Empresários da Rua 44 (AER44), Chrystiano Câmara, a previsão otimista que os comerciantes tinham no começo de outubro está se confirmando. “Ano passado tivemos um natal modesto. Faltou produto, matéria prima, pois as empresas que fabricam tecido ficaram quatro meses fechadas. Hora que o comércio reabriu não havia mercadoria. Esse ano, o lojista que procura tecido, acha que tudo está bem mais fácil”, celebra.

Ainda segundo ele, a expectativa é que cerca de 1,2 milhões de pessoas passem pelo centro de compras até o final do ano. E, para receber o público, o presidente conta que em torno de 6 mil vagas de emprego já foram criadas em toda região, a maioria de vendedores.

A comerciante da Rua 44, Michely Mendonça, conta que está investindo em descontos e espera lucrar 50% a mais que no ano passado

Para auxiliar no aumento de circulação de pessoas no local, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), está fazendo, até o dia 31 de dezembro, a Operação Boas Compras 2021.

Com a operação, foi ampliado o número de auditores fiscais da Seplanh Goiânia, a Secretaria Municipal de Mobilidade (SMM) aumentou o número de agentes de trânsito e a Guarda Civil Metropolitana também foi reforçada com mais agentes.

A ideia da operação é dar mais segurança aos lojistas e clientes e garantir mais fluidez no trânsito e proteção aos pedestres.

Boas vendas
Ao que parece, o nome da operação motivou o comércio. A lojista Michely Mendonça, proprietária de uma loja de roupas femininas na Rua 44, conta que está com bastante estoque este ano, principalmente do produto mais vendido atualmente, as blusas de látex.

E para alavancar as vendas, que para ela estão sendo muito boas, está fazendo diversas promoções. “Minhas expectativas estão ótimas. Espero vender muito esse último mês. Estou esperando que nossas vendas aumentem em pelo menos 50% em relação ao ano passado”, afirma.
Para a comerciante Érica Viana, também proprietária de uma loja de moda feminina na 44, o Natal no comércio começou em outubro. E as vendas foram melhores até do que antes da pandemia.

“Acredito que este aumento no movimento seja pelo fato de que as pessoas estão dando ainda mais valor às confraternizações com a família. E, com o avanço das vacinas, a população está se sentindo mais segura para ir às compras”, explica ela, ressaltando que não ainda não é o momento de esquecer os protocolos de segurança, como uso de máscara e álcool em gel.

Em relação à preferência dos consumidores, de acordo com Érica, os vestidos nos tons natalinos, como verde e vermelho estão na liderança. E, para atender a volumosa demanda, ela diz que teve de contratar 20% a mais de profissionais, como costureiras, por exemplo. “Nós esperamos vender cerca de 50% a mais que no ano passado”, contabiliza.

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