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Estudantes respondem cartas do papai noel enviadas por crianças carentes

“Leandra, na sua carta, você me pediu uma cozinha de brinquedo, já que você adora ajudar sua mãe na hora de preparar as refeições. Vou te contar uma coisa: eu também adorava (e ainda adoro) ajudar minha mãe a cozinhar. Seu presente está dentro da sacola, espero que goste!” Esse é o trecho de uma cartinha da estudante Laura Caetano de Moraes, de 11 anos, que ‘trabalhou’ como assistente do Papai Noel neste Natal. 

A pequena Leandra ganhou sua tão sonhada cozinhaFoto: Divulgação

Antes do final do ano letivo, ela e outros estudantes da Escola Canadense de Goiânia - Maple Bear - tiveram uma tarefa diferente: praticar a empatia, a generosidade e a solidariedade. A atividade consistiu na adoção de cartinhas de crianças que moram em bairros carentes, com pedidos de presentes. Indo além de providenciar o presente, os estudantes do colégio responderam as cartinhas. A iniciativa da instituição teve como objetivo valorizar essa interação e a conexão entre as crianças envolvidas, além de enviar mais solidariedade e amor por meio das palavras.

“A gente cria uma conexão com a outra criança, mesmo vivendo em realidades diferentes. Eu atendi ao pedido da Leandra, que disse que gostava de ajudar a mãe na cozinha e eu também adoro cozinhar com a minha mãe. Eu fiquei muito feliz em poder dar esse brinquedo [uma cozinha] para ela”, afirmou a aluna, que presenteou a criança do projeto social Unir e Ajudar, de Aparecida de Goiânia.

“Oi, Roberth, tudo bem? Recebi sua cartinha e resolvi te dar esse presente. Eu achei você muito lindo. Meus elfos disseram que você foi bonzinho durante esse ano. Isso é verdade? Espero que sim. Bom, espero que você fique feliz com o seu presente. Um beijo do papai noel”, escreveu a estudante Valentina Jove, 11 anos.

“Oi, eu sou a Malu e amo o Natal. Você gosta também? Sei que você tem 8 anos porque o Papai Noel me avisou. Espero que goste do seu presente”, escreveu a aluna do 6º ano para o garoto Cleiton Cássio, que pediu uma pista de carrinho. Para a estudante Maria Luiza Vasconcellos Cecílio, a Malu, de 11 anos, o projeto fez com que outras crianças tivessem a mesma chance de ganhar um presente do Papai Noel. “Fiquei muito feliz em ajudar, porque ganhar presente é muito bom. Desde pequena vejo meus pais ajudando as pessoas, fiquei muito feliz em poder realizar o sonho de outra criança.”

As cartas foram enviadas para crianças beneficiadas que vivem nos bairros Expansul, Retiro do Bosque, Alvorada Sul, Jardim Miramar, em Aparecida de Goiânia, e também algumas crianças de Hidrolândia, por meio da responsável pelo projeto Unir e Ajudar, Dienny Lopes.

“Essa troca das cartinhas faz toda a diferença na vida das crianças presenteadas. Elas sentem o carinho de quem faz a doação, isso dá mais sentido ainda para o projeto. A gente retoma a parte lúdica da troca de presente. Sem contar que conseguimos trazer perspectivas de futuro para essas crianças carentes, para que veja que ainda existem pessoas boas, que podem ajudar. É assim que começamos a transformar o mundo deles, para que cresçam olhando para o próximo”, considerou Dienny. Esse foi o segundo ano consecutivo que a Maple Bear auxiliou o projeto, criado há quatro anos para angariar doações para crianças carentes.

Construtores de Paz

Na Maple Bear Goiânia, a adoção de cartinhas de Natal integra o projeto Construtores de Paz. Campanhas como Bear Hug, Bear Care e Bear Book, que arrecadam roupas, alimentos e livros, respectivamente; a Páscoa Solidária; o Mini Fórum Estudantil, realizado com os alunos do Ensino Fundamental, em que os estudantes propõem soluções práticas e acessíveis para a construção da paz no mundo e a Gincana Ursão Solidário, que integra também o JIMB (Jogos Internos da Maple Bear Goiânia), também fazem parte da iniciativa solidária. Nas duas últimas edições da gincana, a instituição arrecadou seis toneladas de alimentos, distribuídos em diversas instituições pela capital goiana.

De acordo com Cida Corrêa, Diretora Geral da Maple Bear Goiânia, as iniciativas solidárias sempre começam com reflexões em sala de aula e terminam com ações concretas desenvolvidas não só na escola, mas também fora dela. “O projeto surgiu como forma de construção de uma cultura de paz que nossas crianças somente viverão na medida em que reconhecem os valores humanos essenciais para uma boa convivência, que os cultivem e os incorporem em suas relações, tanto na escola como fora dela, de uma forma natural e consciente, compreendendo que mais importante que o comportamento e as escolhas do outro, são as nossas próprias escolhas e nosso próprio comportamento”, afirma Cida.

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