Cotidiano

Fanatismo religioso: ‘É necessário limite entre a própria vida e a vida do outro’

De acordo com o psicólogo, o fanatismo não é uma doença, mas ele pode ser sintoma de algumas doenças psicóticas

diario da manha
Foto: Freepik

O fanatismo religioso é uma forma obsessiva de seguir uma doutrina religiosa. Ele não dá espaço para outras expressões de fé, nem margem para a tolerância. O fanático religioso entende que a única verdade está na religião que ele segue e os outros estão todos errados e desencaminhados da vida espiritual.

De acordo com o psicólogo Deily Derli de Sousa, o fanatismo não é uma doença, mas ele pode ser sintoma de algumas doenças psicóticas que tem como sintoma uma obsessão por determinado assunto.

“O fanatismo é prejudicial a pessoa porque se ela não tolerar a pluralidade de ideias e quiser impor essa pluralidade às pessoas, elas vão se afastar e isso pode prejudicá-lo emocionalmente pelo fato dessas pessoas, às vezes, serem importantes pra ele”, afirma o psicólogo.

Deily explica que o fanatismo religioso além de prejudicar o próprio fanático, também prejudica e muito, os que estão ao redor. “Se o fanático tem uma autoridade para alguma pessoa, por exemplo, um filho ele pode prejudicar a vida desse filho ao impor de forma extrema as suas condutas em cima dele”, destaca.

É importante lembrar que o fanatismo tem repercussões na vida pública e que em nome de um Deus, de uma igreja e de uma fé, as pessoas buscam impor aquilo em que se acredita para toda a sociedade.

O brasileiro em sua maioria é religioso, mas nem todos acreditam da mesma forma e isso faz com que muitos promovam a discriminação e o ódio.

Para o psicólogo a melhor forma de viver bem em algumas religiões, que podem exigir ou pedir para que a pessoa tenha um fanatismo, é o respeito. “Desde que a pessoa consiga limitar, não chegue ao extremo, não confronte as pessoas e respeite as ideias, ela pode conviver muito bem com uma crença religiosa. O fanatismo em si, para não ser prejudicial, necessita de respeito às pluralidades de ideias e do limite entre a própria vida e a vida do outro”, finaliza Deily.

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