Cotidiano

Dia do Vestibulando: 'Nunca é tarde para estudar'

Segundo o psicólogo clínico e professor Paulo Veras, no que se refere ao vestibular, Enem ou qualquer outro evento, como um concurso, por exemplo, o candidato deve ter em mente a necessidade do preparo

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Foto: Freepik

Comemorado todo 24 de maio o Dia do Vestibulando surgiu a partir do século XX quando o modelo tradicional de vestibular se consolidou e é uma forma de homenagear a dedicação dos estudantes que estão se preparando para vestibulares e Enem.

Antônio José da Silva de 51anos, não conseguiu terminar os estudos na juventude, mas no ano passado resolveu fazer o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para concluir o ensino médio. Esse ano, ele se inscreveu no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com o objetivo de conseguir uma bolsa de estudos e ingressar no ensino superior.

“Não imaginava o quanto os estudos me faria falta. Mas para provar que para estudar e aprender nunca é tarde resolvi retomar os estudos e lutar por meus sonhos. Quero cursar Administração, pois, pretendo abrir meu próprio negócio. Estou muito ansioso, mas confiante também”, afirma Antônio José.

Segundo o psicólogo clínico e professor Paulo Veras, no que se refere ao vestibular, Enem ou qualquer outro evento, como um concurso, por exemplo, o candidato deve ter em mente a necessidade do preparo.

Esse preparo ele se dá a partir de um envolvimento com aquilo que será pedido no vestibular, no concurso ou até mesmo no Enem. É preciso que ele se dedique, que faça um bom preparo, que tenha disponibilidade de tempo para que ele se envolva com os conteúdos, entenda a dinâmica da prova, entenda quais são os conteúdos que serão exigidos e possa se sentir seguro no que se refere à compreensão das questões, a elaboração, a reflexão, a crítica que vai ser pedida em cada uma dessas questões envolvidas”, afirma o psicólogo.

Paulo Veras ressalta que o candidato também precisa se preparar do ponto de vista emocional. Trabalhar a ansiedade que ele sente, o medo das questões, os dias que antecedem a prova, o sono, a alimentação, tentar se despreocupar de outros elementos que não sejam aquele concurso, aquela prova, aquele vestibular que é o foco e determina o quanto que ele está focado naquilo que ele vai realizar.

“A questão emocional, ela pesa muito sobretudo no dia da prova, na véspera da prova, no quanto de tempo que ele vai ficar envolvido, sentado fazendo essa prova. Trabalhar, inclusive as questões que nem sempre é possível que ele controle como a ansiedade, a preocupação, o medo, a própria cobrança, que muitas vezes a família impõem sobre o candidato ou que ele próprio impõe sobre ele. É necessário que o candidato tenha muito consciência sobre isso para que isso não se torne o elemento mais importante do que fazer a prova com que ele se dedicou, com que ele aprendeu com as demandas que ele tem. Ter ou não aprovação será consequência daquilo que ele fez, se preparando para essa prova e esse preparo é tanto do ponto de vista do conteúdo quanto do ponto de vista emocional”, explica o psicólogo.

De acordo com a estudante de pedagogia Tatiane Soares Gil também é fundamental fazer resumos detalhados; estipular o horário para estudo em um ambiente confortável e silencioso; fazer revisão do conteúdo; criar grupo de estudo e cuidar bem da alimentação.

Tatiane Soares Gil, estudante de pedagogia – Foto: Arquivo pessoal

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