Cotidiano

Suspeitos de estelionato são presos na Operação Esse Lote É Meu

Grupo usou de documentos falsos como procurações que davam poderes aos suspeitos para venderem os lotes

diario da manha

Uma mulher e dois homens foram presos temporariamente, durante a Operação Esse Lote é Meu deflagrada pelo Grupo de Repressão a Estelionato e outras Fraudes (GREIF/DEIC), suspeitos de integrar uma associação criminosa especializada na compra e venda de lotes com o uso de procurações falsas. Além dos mandados de prisões temporárias, a polícia cumpriu outros três de busca e apreensão durante a ação.

Uma das vítimas do grupo procurou a polícia após fazer uma negociação para a compra e venda de dois lotes, os quais ficam no Jardim América, em Goiânia. De acordo com as informações, o valor do negócio foi de R$ 700 mil, e foi feito com uma pessoa identificada como Geraldo Pereira Marques, de 64 anos, o qual afirmou que os lotes era de uma terceira pessoa, mas que ele tinha autorização do proprietário para vender os lotes.

A vítima sem desconfiar que estava caindo em um golpe, fechou negócio com Geraldo e fez o pagamento com uma transferência bancária e a entrega de veículos, em um valor de R$ 390 mil e também negociou uma casa para efetuar a compra dos lotes.

Após a negociação, o comprador dos lotes estranhou que Geraldo lhe apresentou um documento na qual ele tinha poderes para vender os lotes de Tamara Melene Garcia. E que ela teria recebido uma procuração do dono dos lotes que lhe permitia vender os mesmos. O comprador desconfiado checou a documentação em apresentada, e constatou que os documentos foram expedidos por um cartório que fica em Aparecida de Goiânia.

Vítima descobriu o golpe ao tentar registrar os lotes no cartório

A vítima do grupo foi até o cartório em questão para registrar os lotes, mas lá ela foi informada que na verdade foi vítima de um golpe. Após denunciar o caso, a polícia deu início as investigações e levantou que uma pessoa esteve em um cartório no interior do estado, se passou pelo dono dos lotes com o uso de documentos falsos e conseguiu uma procuração a qual dava poderes para Tamara vender os imóveis. De acordo com as investigações Tamara com o documento em mãos foi até o cartório em Aparecida de Goiânia, e fez uma outra procuração na qual conferia poderes a Geraldo para vender os lotes, o que foi feito sem o conhecimento do dono dos imóveis.

Após a fraude ser descoberta, Geraldo chegou a oferecer para a vítima um outro imóvel, para compensar o recebimento dos valores. O indivíduo voltou a apresentar uma procuração falsa, mas a vítima entrou em contato com a dona do imóvel e não fez o pagamento ao grupo.

Geraldo foi preso em flagrante em Aparecida de Goiânia meses depois de aplicar o golpe na vítima, e quando tentava vender o lote que fica na Vila Rosa para outra pessoa. Após o levantamento feito pelo GREIF, a equipe pediu pela prisão temporária dos envolvidos, e que teve os mandados cumpridos no último dia 12 de maio.

Os envolvidos no golpe vão responder por associação criminosa, estelionato, uso de documentos falsos, e outros crimes. Caso eles sejam condenados por todos os crimes, a pena pode chegar a 14 anos de prisão.

* A imagem e qualificação dos investigados foram divulgadas em decorrência da primazia do interesse público sobre o particular, pois possibilitará o reconhecimento por parte de outras vítimas ainda não identificadas, conforme os ditames da Lei 13.869/2019 e Portaria nº. 02/2020 – PCGO.

Leia também:

tags:

Comentários