53 anos depois o mundo retorna a 1945
Redação DM
Publicado em 24 de junho de 2018 às 03:33 | Atualizado há 8 anos
A questão dos refugiados é um dos grandes dramas humanos de nosso tempo.
Existem mais de 22,5 milhões de refugiados registrados ao redor do mundo, e campos de refugiados se espalham principalmente em países onde guerras estão em andamento.
O campo de refugiados de Dadaab, Quênia, atualmente é o lar de cerca de 350 mil pessoas. Por mais de 20 anos, tem sido o lar de gerações de somalis que fugiram de um país mergulhado em conflitos. São cinco os acampamentos que compõem o complexo. Cogitou-se seu fechamento, mas autoridades não conseguiram encerrá-lo.
Bidi Bidi parece uma cidade, mas é um campo de refugiados em Uganda de 25 mil km2 de área, livre de cercas, onde espalham-se escolas, igrejas, estabelecimentos comerciais e até plantações. São pessoas que fogem da instabilidade do vizinho Sudão do Sul,que cruzam a fronteira em busca de abrigo.
No centro da faixa de Gaza se localiza o campo de refugiados Nuseirat. Não é o único campo de refugiados na faixa de Gaza. Outros campos se espalham por ela. O de Rafah possui localização estratégica, na fronteira sul com o Egito. Os campos nesta região se constituem um uma grande favela, onde se tenta disponibilizar o básico para os que ali estão vendo sua vida passar, sem terem nenhuma perspectiva de progresso ou de um futuro melhor.
No Líbano, o campo de refugiados sírios no Vale de Bekaa (leste do Líbano) acolhe entre 1,5 milhão e 2 milhões de sírios que fugiram de seu país por causa da guerra civil.
Refugiados vindos do norte da África arriscam suas vidas para tentar chegar à Europa em busca de uma vida melhor. As estimativas mostram que 1,3 mil pessoas já morreram tentandoatravessaroMarMediterrâneo.
A Organização Internacional para Migrações (OIM) declara que a maioria dos migrantes e refugiados chegou à Itália a partir da Líbia ou da Tunísia e o restante foi para Grécia, Chipre e Espanha. No ano passado, 5.098 pessoas morreram tentando fazer o trajeto.
Este ano 9,3 mil migrantes e refugiados entraram no continente europeu realizando a travessia marítima.
A Patrulha Fronteiriça dos Estados Unidos permitiu que um grupo de jornalistas tivesse acesso às instalações onde permanecem presos os imigrantes ilegais, advindos de outros países em busca de melhores condições de vida nos Estados Unidos.
Anotíciadequeosimigrantesmexicanos estavam enjaulados aterrorizou o mundo. Mais de 1.100 pessoas encontram-se nestas condições: crianças separadas dos pais, adultos sozinhos e pais e mães acompanhados por seus filhos.
Entre essas, encontram-se 49 crianças brasileiras que foram separadas dos pais, algumas em gaiolas, e o governo brasileiro se silenciava a esse respeito, não fosse a denúncia feita ao mundo da condição dos migrantes mexicanos àquele país, levantando a discussão sobre migrantes de outros países.
Refugiados são migrantes e migrantes são estrangeiros em busca de uma vida digna. São milhares de pessoas que trocam a morte certa por uma vida incerta e sem perspectiva de futuro. As instalações nos campos de refugiados são precárias e a provisoriedade desta condição já se torna definitiva, face à impossibilidade de mudança do quadro político do país do retirante.
Dentre os refugiados estão arquitetos, professores, pedreiros, todos relegados a um futuro melhor que nunca chega. Famílias privadas de sonhos e vidas reduzidas ao pão de cada dia.
Teorias como hierarquia racial e darwinismo social estão em voga, já que os migrantes enjaulados nos Estado Unidos denunciam uma política de guerra, que nos remonta ao ano de 1945, final da 2.ª Guerra Mundial, onde os povos germânicos se auto denominavam como os mais puros da raça ariana, e assim, consideravam ocupar uma posição de superioridade em relação aos demais povos do mundo.
ainda com remanescentes, o Nazismo consistia em uma mistura de dogmas e preconceitos a respeito da pretensa superioridade da raça ariana. Os alemães acreditavam serem superiores aos outros grupos, sobretudo aos judeus. Destacavam-se pela presença de um nacionalismo extremado e do racismo. Também no fascismo prevaleciam conceitos de nação e de raça sobre os valores individuais e que eram representados porumgovernoautocrático, centralizado na figura de um ditador.
Não bastassem os campos de refugiadosseassemelharem a campos de concentração, a China mantém quase 1 milhão de mulçumanos em custódia, e os força a quebrarem preceitos básicos do islã em um processo tortuoso de lavagem cerebral. São os chamados Campos de Reeducação, como veiculado pelo jornal ‘The Washington Post’.
De cinco anos para cá, nota-se em todo mundo uma proliferação dos conceitos fascistas e nazistas, vez que algumas nações tentam se proteger da miséria de outros povos do mundo com políticas migratórias como a desenvolvida por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, denominada de “Tolerância Zero”. Vencem a intolerância e a política do ‘salve-se quem puder’.
A própria eleição de Trump representou a vontade do povo americano em preservar sua nação livre da presença de povos indesejados, o que marca a volta da radicalidade de políticas de extrema direita. O momento político mundial reverbera no Brasil, que com Jair Bolsonaro, sugere a liderança conjunta das forças armadas pela consideração da existência de dois ‘brasis’ diferentes: um da elite dominadora e outro da ‘ralé’, estando monitorada e cercada pelas tropas do exército que se propõe a conter a violência de um povo primeiramente violentado pelo abandono do Estado. As forças armadas se concentram nas favelas brasileiras.
Albert Einstein fez duas importantes declarações, quando defendeu a teoria da relatividade, em 1905: “Para nós, físicos presunçosos, passado, presente e futuro são apenas ilusões”. Também: “A diferença entre passado, presente e futuro é apenas uma persistente ilusão”.
Adolf Hitler fez história, e história que nunca mais gostaríamos de vivenciar. Entretanto, as jaulas levantadas para conter migrantes, se assemelham às do campo de c o n c e n tração erguidas em meados de 1945.
Melania Trump, primeira dama dos Estados Unidos, endossa o marido, quando ontem, em uma viagem não divulgada pela agenda oficial, fez uma visita ao Centro de Detenção de Imigrantes Ilegais, localizado no na cidade de San Antonio, no Texas, desfila uma jaqueta da marca Zara com a seguinte inscrição nas costas: ‘I REALLY DON`T CARE. DO U?’–que traduzido é: Eu realmente não ligo. E você?
Deste modo, considerando todos os fatos colocados, poderíamos dizer que na realidade, apesar do aparente desenvolvimento e esforços dos conceitos humanitários para preservação da vida e da dignidade dos povos do mundo, a humanidade não saiu do mesmo lugar.
Adolf Hitler fez história, e história que nunca mais gostaríamos de vivenciar. Entretanto, as jaulas levantadas para conter migrantes, se assemelham às do campo de concentração erguidas em meados de 1945”
A notícia de que os imigrantes mexicanos estavam enjaulados aterrorizou o mundo. Mais de 1.100 pessoas encontram-se nestas condições: crianças separadas dos pais, adultos sozinhos e pais e mães acompanhados por seus filhos”