A saída do Brasil é pela roça
Redação DM
Publicado em 6 de dezembro de 2016 às 01:06 | Atualizado há 2 anosO novo presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Tasso José Jayme, continua apostando no agronegócio para o Brasil minimizar a crise econômica sem precedentes na atualidade. O PIB do agronegócio brasileiro, na realidade, acumulou crescimento de 3,43% nos oito primeiros meses deste ano, conforme registro oficial. No segmento agropecuário, a valorização de fato dos preços contribui para o desempenho favorável.
Enquanto isso, o cenário tem sido de baixa para outros setores. Em agosto, as elevações foram de 0,69% para o ramo agrícola e de 0,72% para o pecuário, resultando em crescimento de 0,7% para o agronegócio no mês. O cenário segue desfavorável, no entanto, para o ambiente macroeconômico brasileiro. As projeções são de recuo de 3,22% do PIB este ano, conforme mostra o Relatório Focus de 21 de outubro. Essa conjuntura ruim tem se refletido em redução da projeção industrial também do agro.
Tasso José Jayme numa avaliação do contexto geral entende que o agronegócio tem respondido de “forma positiva”. Em sua visão, estados com base na atividade agropecuária a economia “dá demonstrações de sua força”. Cita entre estados pujantes brasileiros, sobressaindo Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e o Paraná, no Sudeste. No Centro-Oeste, o setor primário impulsiona elevações para a cana, mandioca, milho e soja. E observa que “para as duas primeiras, as altas de preço e produção no ano levaram ao resultado positivo”.
Assegura que para o milho e a soja, “mesmo diante de redução na produção, a expressiva valorização real das cotações elevou o faturamento. No segmento primário da pecuária, enquanto o frango destacou-se em crescimento como impacto positivo, a bovinocultura de corte pressionou o desempenho do segmento”. A média ponderada do boi gordo em São Paulo, a principal praça de negócios do País, a Esalq/Bovespa, registrou o valor de R$149,91 para a arroba, na última sexta-feira.
Setor rural é a sustentação
Na indústria da base agrícola, o cenário correspondeu para a sucroalcooleira. A indústria de laticínios também tem se destacado. Tendo por parâmetro condições assim, o novo presidente da SGPA está convencido de que o “setor rural é a sustentação do PIB do Brasil”. Tasso Jayme faz sua profecia de fé na cadeia produtiva goiana. “Aqui a crise é menos intensa”, sustenta.
Como sua fazenda fica no Vale do São Patrício, observa que em Goianésia “não se houve falar em crise”. Num relance de olhos, vê, por exemplo, instalação de redes como das Lojas Americanas, Cacau Show, Faculdade de Medicina, usinas destinada à produção de etanol, “todos atraídos pelo giro proporcionado pelo agronegócio”, acredita. Sem dúvida, são investimentos de empresários que confiam em sua ação empreendedora. São empresas que confiam no futuro.
Chama a atenção, ainda, para a revenda de caminhonetas nas revendedoras das cidades goianas. “Nunca se vendeu tanta caminhoneta em Goiás”, comemora, porque trata-se de uma espécie de utilitário bem ao gosto do produtor goiano. Com esse veículo, o fazendeiro conduz com segurança e rapidamente os adubos da cidade para a fazenda, no deslocamento dos peões e até na condução de bezerros e suínos de um local para outro.
O trator também encontra boa revenda e até máquinas modernas tecnologicamente que “só falta falar”. Balanças digitais entram na moda. Enfim, entende que o setor rural mantém empregos e gera rendas. “Um governo inteligente só pode ver o agro como fator positivo à economia e para maior tranqüilidade do empregado do ponto de vista social”, aborda Tasso Jayme.
Resgate da Exposição de Maio
Uma exposição agropecuária com saudosismo dos anos 70 a 90 é o que pretende a nova diretoria da SGPA em maio do próximo. “Não vamos poder contar com as barracas de todos os estados, claro, mas queremos algumas barracas de volta”, manifesta Tasso Jayme ao Diário da Manhã, entusiasmado com a disposição dos novos diretores, sobretudo da Diretoria Social com as mudanças propostas. Ao invés de três semanas de festas, o período da Expo-Maio contará agora com apenas nove dias.
A grade de shows, no entanto, tende a agradar a gregos e goianos. “Espero trazer toda a família goiana de volta, para que possamos rever o footing na principal via de circulação, ou seja, verdadeiro desfile de jovens, mostrando a beleza e o charme da mulher goiana, através de vestimentas típicas, botas e cintos que apresentam o meio rural, e assim por diante”, expõe o presidente da SGPA, animado com o roteiro em andamento antecipado, e que objetiva, sem dúvida nenhuma, a realização de grandes negócios.
Estão previstos 17 pavilhões para abrigar mais de quatro mil animais, entre bovinos de corte e de leite das raças zebuínas e européias, equinos, capriovinos, suínos e pequenos animais. Os leilões de gado terão lugar nos recintos adequados do Parque Agropecuário de Goiânia. A movimentação de negócios pode ultrapassar a casa dos R$70 milhões.
Grade de shows. No período de 19 a 28 de maio, os shows estão previstos com as estrelas e astros do sertanejo da atualidade. Como, Marília Mendonça, que fará a abertura; Maiara e Maraisa, Gusttavo Lima, Zé Neto e Cristiano, Henrique e Juliano. Enfim, a diretoria espera que a sociedade goiana volte a ter na Pecuária, como é mais conhecida do público, a principal festa agropecuária do Brasil.
