Cotidiano

Açougueiro condenado pela morte de Valério Luiz é preso em Portugal e deve ser extraditado

Léo Carvalho

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 09:13 | Atualizado há 6 meses

Marcus Vinícius Pereira Xavier (à dir.), de 41 anos, condenado pelo assassinato do radialista e jornalista esportivo Valério Luiz de Oliveira (à esq.) | Foto: Reprodução
Marcus Vinícius Pereira Xavier (à dir.), de 41 anos, condenado pelo assassinato do radialista e jornalista esportivo Valério Luiz de Oliveira (à esq.) | Foto: Reprodução

Marcus Vinícius Pereira Xavier, de 41 anos, condenado pelo assassinato do radialista e jornalista esportivo Valério Luiz de Oliveira, foi preso em Portugal, na cidade de Caldas da Rainha, em 12 de janeiro de 2026. A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão internacional emitido pela Justiça brasileira.

No Brasil, Marcus Vinícius foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Ele foi acusado de fornecer a motocicleta, o capacete e a camiseta usados no crime, além de guardar a arma e o celular utilizados na comunicação entre os executores.

Em 2022, a Justiça de Goiás chegou a revogar a prisão de Marcus e de outros dois condenados por decisão judicial, o que permitiu sua soltura e posterior saída do Brasil. Essa revogação foi posteriormente substituída por uma nova ordem de prisão, com mandado emitido em 2024 pelo TJGO após reavaliação das circunstâncias do caso.

A prisão em Portugal não significa que ele estará cumprindo a pena no país. O detento está temporariamente sob custódia da Polícia Judiciária portuguesa enquanto tramita o processo de extradição, que deve enviá-lo ao Brasil para cumprir a sentença. O prazo estimado para o retorno é de 30 a 60 dias, dependendo do andamento do processo judicial em Portugal.

Valério Luiz foi assassinado a tiros em 5 de julho de 2012, ao deixar a rádio onde trabalhava em Goiânia. Investigações indicaram motivação ligada às críticas que ele fazia ao clube Atlético Goianiense e a dirigentes esportivos. Diversos réus foram condenados pelo crime, incluindo Marcus Vinícius e outros envolvidos, além do empresário Maurício Borges Sampaio, apontado como mandante. Na época, a polícia afirmou que Marcus teria recebido R$ 9 mil pela participação no planejamento e execução do homicídio, valor mencionado em denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO).


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