Acusado de latrocínio na T-9 alega que entrou em carro para pedir esmola e fugiu por medo
Redação Online
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 18:20 | Atualizado há 4 meses
A defesa solicitou a abertura do incidente de insanidade mental
Marco Pereira Costa, réu por assalto seguido de morte contra uma idosa de 82 anos na Avenida T-9, em Goiânia, afirma em audiência que entrou no carro da vítima para pedir esmola. Ele declara que deixou o local por medo de agressão quando duas pessoas se aproximaram do veículo. A fala ocorreu durante audiência de instrução e julgamento realizada na terça-feira (10/02).
O juiz Fábio Vinícius Gorni Borsato suspendeu o prazo para apresentação de memoriais até a definição sobre a instauração de incidente de insanidade mental. O magistrado determinou que a Diretoria-Geral de Polícia Penal submeta o acusado a consultas médicas e exames. O despacho inclui avaliação sobre possível medicação, conforme laudo profissional.
A defesa solicitou a abertura do incidente de insanidade mental. O assistente de acusação, Guilherme Cheim Sabino de Freitas, contesta a tese. Ele sustenta que o réu demonstrou consciência dos atos e das motivações durante o depoimento. Segundo ele, o artigo 149 do Código de Processo Penal exige dúvida razoável sobre a saúde mental no momento do crime, condição que não se confirma, na visão da acusação.
Testemunhas de acusação e defesa relataram que o suspeito portava um garfo de cozinha adaptado para perfuração e uma chave inglesa. O acusado nega a posse dos objetos. Ele responde por latrocínio, desobediência e direção que gera risco de dano.
Após assumir a direção do veículo, o homem seguiu pela contramão na T-9 e bateu de frente com outro automóvel. Um policial relatou que a vítima da colisão apresentou fratura no braço. A perseguição terminou após o impacto, quando o suspeito sofreu detenção.
Imagens de segurança mostram o momento em que o homem observa a vítima, Maria Celina Chein, após saída de uma lotérica. Ele entra no carro pelo lado do passageiro. O registro indica luta corporal dentro do veículo.
Durante a fuga, o carro arrastou a idosa, que caiu no asfalto e sofreu atropelamento pelo próprio veículo. Socorristas levaram Maria Celina ao Hospital de Urgências de Goiás. A morte teve confirmação dois dias depois. Ela atuava como professora aposentada, exercia função de coordenação na Associação de Aposentados e Pensionistas da Educação e mantinha presença ativa na igreja.
O Ministério Público acompanha o caso. A Justiça avalia o pedido de exame mental. O processo permanece em fase de instrução.
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