Afilhado de coreógrafo da Beija-Flor é encontrado morto na Zona Norte
Redação DM
Publicado em 7 de dezembro de 2015 às 04:25 | Atualizado há 11 anosRIO – Policiais da Delegacia de Homicídios (DH) investigam a morte do menino Kaíke Bruno, de 5 anos, afilhado do coreógrafo da escola de samba Beija-Flor, Claudio Armani. O corpo de Kaíke, que estava desaparecido desde o dia 30, foi encontrado por uma vizinha dentro de um tonel d’água de 200 litros na tarde deste domingo, na Vila Cruzeiro.
Na delegacia, familiares da vítima contaram que a vizinha sentiu um cheiro muito forte, subiu numa lage no terraço da casa da família de Kaíke e reconheceu o corpo. O menino morava com a mãe na comunidade há cerca de um mês. Ele estava com a avó em casa quando teria desaparecido depois de pular um muro para brincar com outras crianças na rua.
Após prestar depoimento à polícia nesta madrugada, a mãe da criança, Michele Cristina Moreira, de 35 anos, afirmou que a pessoa que matou Kaíke devia ter a confiança da família:
— Eu só acho que quem fez essa crueldade com meu filho, conhece a minha família e já tinha a confiança do Kaíke, caso contrário o meu filho teria voltado para casa — disse a mãe, que ainda tem uma filha de oito meses e outro menino de 13 anos.
O padrinho Ronaldo Passos contou que policiais da UPP se negaram a subir o morro para retirar o corpo, que só foi levado após a chegada de policiais civis da DH.
— Infelizmente, a PM disse que não tinha condições de subir. Pedimos ajuda e fomos informados de que havia tido um tiroteio na comunidade, um pm havia sido ferido, e eles não tinha autorização do comando da UPP para subir o morro. Se não tivéssemos ido à 22ª DP (Penha), não teríamos conseguido tirar o corpo de lá — disse o padrinho, que descreveu Kaíke como uma criança muito esperta:
— Ele gostava muito de jogar bola e de brincar. A gente acredita que ele tenha saído para brincar e, como está morando há pouco tempo na Vila Cruzeiro, tenha se perdido ao tentar voltar para casa. A avó só achou os chinelinhos dele no portão — contou Ronaldo.
O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro, onde passará pela perícia. Segundo a polícia, somente os legistas poderão dizer as circunstância da morte de Kaíke e se a criança sofreu abusos.
Desde que Kaíke desapareceu no dia 30, familiares e vizinhos fizeram uma passeata e um mutirão em busca do menino. Segundo a mãe do menino, a família já tinha vasculhado o terraço da casa onde o corpo da criança foi encontrado. Ela contou que havia deixado a casa após o desaparecimento do filho por falta de condições psicológicas. E que acredita que algúem tenha percebido a repercussão do sumiço da criança e tenha aproveitado a ausência da família para ir à casa deixar o corpo da criança no tonel, que era utilizado para captação de água.