Alckmin e Haddad são hostilizados por integrantes do MPL em São Paulo
Redação DM
Publicado em 24 de janeiro de 2016 às 23:15 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO — O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o governador do estado Geraldo Alckmin (PSDB) foram hostilizados por manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) na manhã desta segunda-feira após saírem de uma missa em comemoração ao aniversário de São Paulo na Catedral da Sé, centro da capital.
Um grupo de manifestantes do MPL, movimento que já organizou cinco grandes protestos contra o aumento das tarifas de transporte público neste mês, aguardou a saída dos governantes ao lado da catedral. Quando o prefeito parou para dar entrevista à imprensa, o grupo começou a cantar contra ele. Em vídeo público na página do MPL, é possível ver que uma garrafa de plástico foi atirada contra o petista.
Já Alckmin saiu pelos fundos da igreja e não parou para falar com os jornalistas. Apesar disso, o governador também foi cercado pelos manifestantes que tentaram impedir a saída de seu carro. A polícia interveio e retirou os manifestantes da frente do veículo.
Na última quinta-feira, Haddad afirmou que apenas “um mágico” poderia eliminar a tarifa do transporte público na cidade e comparou o pedido por tarifa zero à uma viagem à Disney.
— Agora quer passe livre para todo mundo. Então é melhor eleger um mágico em outubro, porque prefeito não vai dar conta disso. Tem tanta coisa que podia vir na frente, podia ser almoço grátis, jantar grátis, ida pra Disney grátis. Começa a ficar uma conversa que você não sabe aonde vai dar — ironizou o petista na ocasião.
Na próxima terça-feira, o MPL fará o sexto grande protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, três e metrô, que no último dia 9 passaram de R$ 3,50 para R$ 3,80. A manifestação está marcada para às 17h na Estação da Luz, centro da cidade.
Também participaram do protesto na catedral membros do Coletivo Autônomo dos Trabalhadores Sociais.