Aliados recorrem ao STF contra o impeachment
Redação DM
Publicado em 2 de dezembro de 2015 às 23:25 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA — A guerra jurídica contra o impeachment já começou. Os deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Wadih Damous (PT-RJ), Paulo Pimenta (PT-RS) e Rubens Júnior (PCdoB-MA) já mandaram para o Supremo Tribunal Federal (STF) ações pedindo a nulidade do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e sustando os efeitos da aceitação do pedido por parte do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Os argumentos são que Cunha abusou do poder e atuou com desvio de finalidade, ao acatar o pedido de impeachment dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal.
— O presidente da Câmara, no exercício do cargo, se utiliza das prerrogativas do cargo não em função da função pública. O ato do presidente da Câmara tem uma motivação privada que caracteriza abuso de poder e desvio de finalidade — disse Paulo Pimenta, que chegou ao Palácio do Planalto para se reunir com ministros.
O ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria Geral, estava reunido com os líderes da base na Câmara no Planalto, mas suspendeu o encontro para que os aliados pudessem participar de uma reunião com Cunha. A reunião com Berzoini será retomada às 15h, quando os deputados aliados relatarão ao governo os próximos passos que serão dados por Cunha a partir de agora, com relação ao impeachment.
Segundo um dos participantes da reunião, ficou claro para os deputados que a linha do governo é votar o mais rapidamente possível a abertura do processo de impeachment, derrubando Cunha no voto.
— O governo avalia que um processo longo pode tornar as dificuldades da economia mais agudas — relatou um parlamentar que participou da reunião.