Alunos decretam greve na UFG
Redação DM
Publicado em 12 de agosto de 2015 às 02:33 | Atualizado há 11 anosO reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Orlando Afonso do Amaral, convocou de forma extraordinária, em plena greve de servidores e professores, reunião da Assembleia Universitária para tratar de um dos problemas atuais mais graves da instituição: cortes de recursos e a dimensão da greve e seu comprometimento no semestre letivo.
Caso não voltem às aulas, os professores e servidores podem provocar a perda do ano. A reunião convocada pela reitoria ocorrerá dia 18, com a presença de alunos, professores e técnicos administrativos.
Durante a tarde de ontem, estudantes dissidentes realizaram assembleia na praça Universitária e decidiram pelo apoio da greve dos professores. Também deliberaram por contraste (maioria de braços estendidos) que terá início a paralisação dos próprios estudantes. Os estudantes criticaram a presidente Dilma, PT e o PC do B – como instrumentos de “ação mais nefasta para a educação do que a ditadura militar”
O corte de mais de R$ 10 bilhões do orçamento da educação pública tem preocupado a comunidade universitária. Todavia, o impacto e as dificuldades financeiras que já foram relatadas pela reitoria da UFG não devem prejudicar o término do semestre, diz o assessor da reitoria, Tasso Leite. “Nós estamos com pedido para o governo federal de um montante de R$ 30 milhões”. Ele explica ao DM que a após audiência aguarda uma resposta do Ministério da Educação.
Tasso informa que os alunos não correm o risco de perder o semestre. Ele garante que as aulas serão repostas de acordo com o término da greve de professores. O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg) informa que 80% dos professores estão em greve. A universidade conta com 2,4 mil docentes e 1,4 mil funcionários. Os professores em greve afirmam também que a convocação da reitoria para a realização de uma Assembleia não irá intimidar o movimento, que esta disposto a seguir em greve.
Os trabalhadores técnico-administrativos, em greve nacional desde 28 de maio, pressionam também o governo federal a apresentar proposta de reajuste salarial de 27,3%, referente as perdas inflacionarias desde 2010. O governo, em contrapartida, apresentou uma proposta de 21,3%, parcelado em quatro anos. A categoria considerou a resposta insuficiente e as negociações continuam.