Ano fechado para balanço
Redação DM
Publicado em 28 de dezembro de 2017 às 00:56 | Atualizado há 2 anos
Todo final de ano é marcado pelo famoso exame de consciência e a ansiedade pela evolução na vida pessoal e profissional é inevitável. Faltam apenas três dias para acabar o ano e muitas reflexões vêm à tona sobre o que foi feito e o que pode ser projetado para o novo ano que se aproxima. O clima é propício para novos projetos e para renovar os ânimos, o que comumente implica em mudanças profissionais e pessoais.
A psicóloga Dorothy Coelho, especialista em consultoria empresarial e gestão de pessoas, lida diariamente com preocupações relativas ao futuro. De acordo com ela, os projetos para o início do ano são definidos como aqueles que não foram alcançados até o fim do ano atual, e talvez até estivessem na lista de metas do ano anterior.
Ela descreve que, entre os mais comuns, estão emagrecer, fazer uma reserva financeira, aperfeiçoar-se intelectual e/ou profissionalmente, cuidar mais da saúde, fazer uma atividade física e procurar um trabalho que traga mais satisfação, dentre outros.
Apesar das boas expectativas, a psicóloga alerta que, para que os projetos não fiquem apenas na gaveta, é preciso evitar a procrastinação.
Dorothy explica que entre os problemas em deixar os planos para última hora está a ansiedade e o estresse, sintomas típicos da procrastinação. Além disso, ela ressalta que deixar para depois também prejudica as pessoas em termos de produtividade e crescimento, tanto pessoal quanto profissionalmente.
Para a especialista, é comum deixar as atividades para o último momento devido a cultura do improviso e do comportamento por demanda. “A crença vigente parece ser ‘no final tudo se ajeita, se ainda não deu certo, é porque não chegou ao final’. Ainda não encontramos no Brasil a cultura do planejamento e da priorização como dominante”, explica Dorothy.
A profissional revela que outra causa comum do adiamento é a ausência de habilidades. Ela explica que por falta de competência desenvolvida, procrastina-se por acreditar-se que o nível de dificuldade será muito maior do que talvez realmente seja. Mas esta razão para a procrastinação é frequentemente inconsciente, o que dificulta o desenvolvimento do indivíduo ou a busca por ajuda. “Não existe ano novo, existe uma mudança de atitude, você precisa querer mudar, ser novo”.
PROJETOS
Aprendemos que deixar as mudanças para a última hora podem ter como consequência frustração e perda da qualidade nas atividades executadas. Falta pouco para acabar o ano e muitas reflexões vêm à tona sobre o que foi feito e o que pode ser projetado para 2018. São tantos os projetos e sonhos que para realizá-los é necessário fazer planos e estabelecer metas.
Para o administrador e decorador Joaquim Maique Filho, 30 anos, mesmo 2017 sendo um ano com graves problemas econômicos e políticos, sua avaliação é positiva em relação aos seus projetos. “Consegui realizar o grande sonho da casa própria e aumentar de forma significativa o faturamento da empresa a qual faço parte da administração. Posso dizer que 2017 foi um ano de grandes realizações”, afirma.
PARA 2018
Maique planeja retornar à faculdade para cursar Ciências Contábeis. “Busco essa nova formação para ampliar minha área de conhecimento e estar preparado para novos desafios profissionais”. Ele espera ainda, no ano que se iniciará, poder viajar mais e desfrutar do aconchego da família. “Sempre que puder estarei com meu pai, irmã e sobrinhos, pois o bem mais precioso do homem é a família”.
Para a jornalista Lourrany Matos, 27 anos, 2017 foi um ano de aprendizados em que ela pôde vivenciar novas experiências. “Sempre estive à frente de grandes empresas na minha área, mas decidi abrir mão do último trabalho para acompanhar meu marido, que foi transferido para outro Estado. Em tempos de crise profissional decidi trabalhar em qualquer empresa apenas para complementar renda, contudo, não consegui. Por último decidi investir meu tempo em cursos preparatórios e concurso público. Em resumo, não foi o ano profissional e financeiro que planejei”.
Em compensação, ela revela ter se realizado em outras áreas de sua vida. “Foi o melhor ano do meu casamento, pois tive mais tempo para dedicar-me a meu parceiro, casa e família. Foi o ano de realizações, conheci lugares que sempre sonhei como: Fortaleza, Lençóis Maranhenses e Jericoacoara. Meu esposo me proporcionou estes sonhos, que nos renderam boas lembranças e amigos”.
A também jornalista Júlia Maria Magalhães Ferreira, 23 anos, avalia que esse foi um ano de muitos obstáculos, mas também de muito aprendizado. “Tenho certeza que sairei de 2017 bem mais madura do que no início. Contudo, apesar de diversas mudanças tudo me serviu de muita aprendizagem. Tive boas realizações, tanto profissional quanto pessoal”, define.
Ano novo, novos horizontes e as expectativa de Júlia são as melhores. “Ano novo é para mim mágico! São novas oportunidades e uma nova vida. Sempre traço metas e estou muito esperançosa de que será um excelente ano na minha vida. Espero que seja um ano generoso, com muita paz e grandes realizações”, faz votos.
Metas alcançadas motivam novos planos
O supervisor de vendas e estudante universitário Whatson Andrade, 20 anos, avalia que os projetos e metas traçados para 2017 foram alcançados. “O ano de 2017 foi um ótimo ano, consegui estabilizar minha vida, alcançar um emprego no meio de uma onda de desemprego e continuar meus estudos na graduação”, cita com satisfação.
Em 2018, Whatson espera que suas expectativas em áreas da sua vida como carreira profissional, estudos, família e lazer sejam plena. “Para carreira pretendo crescer na empresa que trabalho, ficar mais próximo de terminar a graduação, aumentar os laços afetivos com a minha família, pois com a rotina de estudo e trabalho fica complicado e também encontrar um tempo para descansar, talvez uma viagem”, expõe.
Enquanto muitos se mostram cheios de expectativas a administradora Cleidiane Amorim Padilha prefere deixar as coisas acontecer. “Não sou de muitas metas e expectativas, prefiro ir realizando conforme a possibilidade, acredito que fica mais fácil lidar com as situações, mas com certeza cuidar bem da minha família é a meta principal”, menciona.
A policial civil Marlene Francis Mary Pereira, 51 anos, pondera que o ano de 2017 foi muito cheio de expectativas e tristezas, principalmente no cenário político. “Houve muitos escândalos e vexames relacionados à corrupção dos nossos políticos as quais refletiram diretamente em nossa economia e áreas como da saúde e educação. Enquanto para mim metas foram alcançadas e valores adquiridos. Para minha saúde foi magnífico, pois através da fé que tenho consegui grandes resultados”. Marlene descobriu um nódulo em janeiro de 2016, no prazo de quatro meses ele tomou proporções maiores, foi quando procurou médico e, ao fazer a biópsia, descobriu o câncer na mama esquerda. Após o diagnóstico, Marlene deu início ao tratamento, o processo foi muito doloroso e difícil. “Dor, superação e fé é o que resume a batalha”.
Hoje curada, a policial festeja a chegada do ano que se aproxima. “O nome já diz ano novo, tudo novo. As minhas expectativas são as melhores, pois sei que conquistarei muitas coisas boas em 2018. 2018 será magnífico, fecharemos 2017 com chave de ouro, que venha 2018”, encerra.





