Cotidiano

Após acordo entre Polícia e MPL, protesto em SP começa tranquilo

Redação DM

Publicado em 14 de janeiro de 2016 às 05:05 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO – Em clima mais pacífico que os outros dois atos realizados neste ano, manifestantes do Movimento Passe Livre iniciam no fim da tarde desta quinta-feira o terceiro protesto contra o aumento das tarifas em Sâo Paulo. Ao contrário das outras duas manifestações realizadas contra o aumento na tarifa do transporte público, o MPL optou por se dividir: um partindo do Largo da Batata, na região de Pinheiros, e outro do Teatro Municipal, no centro de São Paulo.

No ato seguinte à mudança de estratégia do governo paulista, que passou a exigir um trajeto prévio definido pelo Movimento Passe Livre (MPL), a Secretaria de Segurança Pública afirmou que vai acatar o percurso que o grupo publicou na tarde desta quinta-feira. O grupo concentrado no Largo da Batata irá até o Metrô Butantã. Já os manifestantes que optarem por se reunir no Teatro Municipal terminarão a manifestação no Museu de Arte de São Paulo, o MASP, na Avenida Paulista. O comando policial no local afirmou que está disposto a aceitar o caminho do MPL. Na última terça-feira, a Polícia Militar mudou sua estratégia e definiu um trajeto para a manifestação, uma vez que o grupo não o divulga previamente.

Após o impasse sobre o trajeto que resultou na repressão no ato da última terça-feira, o Passe Livre também mudou sua política e definiu um trajeto para as duas concentrações, apesar de não marcar presença na reunião entre o Passe Livre, a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público. Antes do início do ato, no Largo da Batata, o número de manifestantes estava em torno de 2 mil pessoas. No Teatro Municipal, a presença era maior. Em ambos os trajetos, um grupo de mascarados de braços dados forma uma linha na frente do protesto.

Segundo Matheus Preis, o MPL divulgou o trajeto previamente o trajeto para deixar claro que sua intenção é protestar. Após saírem da Praça Ramos de Azevedo, eles seguirão pelo Viaduto do Chá, Avenida Brigadeiro Luís Antônio e Avenida Paulista.

– A gente publicou o trajeto para deixar claro que se a PM fizer alguma coisa é para acabar com a manifestação – disse Matheus.

O coronel Marcio Streifinger disse que a PM recebeu a comunicação do trajeto:

– No entendimento da PM, houve comunicação do trajeto, que é um avanço. Vamos acompanhar o ato até o Masp.

No Largo da Batata, a tenente-coronel Dulcinéia Lopes de Oliveira, comandante da operação no Largo da Batata, disse que conversou com representantes do MPL e aprovou o trajeto definido pelo movimento. As pessoas que desembarcam na estação Faria Lima do Metrô estão sendo revistadas pela Polícia Militar, sobretudo os que carregam mochilas.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública comunicou que o secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, pediu ao prefeito Fernando Haddad a alteração nas linhas do transporte público, o recolhimento do lixo e de entulho em caçambas das ruas que fazem parte do percurso do Movimento Passe Livre.

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