Cotidiano

Após onda de cortes, reitor da UFG vai a Brasília

Redação DM

Publicado em 25 de agosto de 2016 às 02:09 | Atualizado há 10 anos

Desde que a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) anunciou uma redução de gastos de R$ 2,4 bilhões no orçamento de 2016, a Universidade Federal de Goiás tem vivido uma rotina de incerteza e preocupação. Durante discussões com o Ministério da Educação (MEC) sobre verbas, descobriu-se que o corte será ainda maior em 2017.

Desde a reunião em questão, a gestão da universidade tomou como prioridade reverter a decisão do governo interino. Os cortes, que podem chegar a 45%, caminham no sentido contrário aos planos da universidade, que está em pleno processo de expansão. .

O reajuste negativo calculado para a UFG alcança 20%, valor este que, segundo o reitor, impossibilitaria o funcionamento da universidade. Em declaração, o secretário da Educação Superior, Paulo Barone, afirmou que este número não é definitivo, “Restou uma abertura de negociação junto ao MEC, até para entender quais foram os critérios utilizados para estabelecer esses cortes”, explica. “O horizonte era de que a educação não teria cortes em nenhum dos seus níveis, na verdade”, completa.

Utilizando esse argumento, o reitor Orlando Amaral discursou em Brasília. “Viemos solicitar o apoio da bancada goiana para evitar que essa medida seja efetivada, pois inviabilizará o desenvolvimento, em sua plenitude, de inúmeros programas e ações em andamento na UFG e em outras instituições federais”, declarou.

“A gente já está sofrendo, desde o ano passado, com obras paralisadas ou com ritmo diminuído, sem empenhar novas obras, entre outros. Agora, mais cortes dificultariam o pagamento de despesas de custeio, o que é complicado porque temos gastos básicos, com energia, água, com nossos funcionários terceirizados”, destaca Manoel Chaves, vice-reitor da universidade. No Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC, a previsão do governo federal é de que os cortes de custeio possam chegar a 15%.

O reitor apontou que o corte não afetará apenas a prestação de serviço, como o fornecimento de energia, água e funcionários terceirizados, mas também os cursos de graduação e pós-graduação, além dos projetos de pesquisa e extensão.

 

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