Apreensivos após atentados, brasileiros embarcam para Paris
Redação DM
Publicado em 14 de novembro de 2015 às 03:35 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO – Em um clima de apreensão e desconfiança em relação ao nível de segurança em Paris, turistas brasileiros que estão no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), embarcaram no final desta tarde para a capital francesa. Alguns chegaram a pensar em adiar a viagem, mas os custos envolvidos com remarcação de passagens e hotéis fizeram com que mantivessem os planos.
Esse é o caso do vendedor Daniel Costo Diogo, 39, que vai passar alguns dias em Paris. O guia turístico que contratou chegou a entrar em contato com ele para sugerir a mudança na data da viagem, mas Diogo chegou os custos de remarcação e viu que não compensava.
— Vou ficar a poucos metros do Bataclan (teatro onde foi registrado o maior número de mortes). Sei que o clima não estará bom quando eu chegar, então vou ficar só três dias e seguir para Amsterdã — afirmou.
A advogada Michele Gonçalves dos Santos, 29, e o engenheiro Tercio Eustáquio, 32, estão casados há um ano e meio e sempre tiveram vontade de conhecer Paris. Pensaram em cancelar a viagem, mas depois decidiram manter os planos, apesar da apreensão.
— Eu preferi nem acompanhar o noticiário ontem à noite e fui dormir para esquecer esse atentado — contou.
Mas outra brasileira que estava embarcando para Paris nem pensou em cancelar a viagem. Vitória Issa é mãe de Camila Issa, estudante atingida durante os ataques ao restaurante Le Petit Cambodge. Ela não quis dar muitos detalhes sobre o estado de saúde da filha.
— Tem gente muito idosa na família então por isso não posso dar muitos detalhes. É um momento delicado. Não dormi a noite toda — afirmou.
LUA DE MEL NO BRASIL
Os belgas Delphine Cottons, 30, e Davy Piler, 32, estão voltando para Paris, onde vivem, depois de passar a lua de mel no Brasil. O casal soube do atentado ontem à noite e entrou em contato com familiares e amigos. Mesmo assustados, preferiram não adiar a volta para casa.
— A gente tem muita sorte de estar vivo. Ficamos sim com medo de voltar, mas achamos que amanhã as coisas já estarão mais ou menos seguras — afirmou Delphine.