Cotidiano

Aproximação de Ciro e Dilma pode minar apoio no PMDB do Senado

Redação DM

Publicado em 11 de dezembro de 2015 às 02:20 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – A aproximação do ex-ministro Ciro Gomes com a presidente Dilma Rousseff e articulação política do governo, além da guerra aberta com o PMDB da Câmara, pode azedar sua relação com o grupo do líder do PMDB no Senado, senador Eunício Oliveira (CE), onde ela ainda tem apoio. Ciro, que se filiou ao PDT e pode se candidatar novamente a presidente em 2018, jantou ontem com a presidente Dilma e parlamentares no Palácio da Alvorada. Diante de notícias de que ele seria um dos coordenadores contra o impeachment, Eunício, que é inimigo político dos irmãos Gomes no Ceará, questionado sobre essa possibilidade, manda uma aviso:

— Sobre Ciro eu não falo. Só digo que jamais serei coordenado por esse cidadão ou por qualquer pessoa do seu grupo .

Apesar da disposição de lutar “contra o golpe no limite” de suas forças, Ciro Gomes diz que não será coordenador, mas um voluntário no trabalho de impedimento de aprovação do impeachment.

— Estive no jantar do Alvorada ontem para conversar com a presidente Dilma sobre a situação geral e lhe disse que eu seria um voluntário contra o impeachment. Vou lutar contra o golpe no limite das minhas forças não importa se o Eunício ou qualquer pessoa gostem . Estamos discretamente virando o jogo. A população está aborrecida com toda razão, mas começa a perceber que quem está fazendo essa conspiração imunda é o senhor Michel Temer e o senhor Eduardo Cunha, parceiros de longa data, uma máfia — disse Ciro Gomes.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia