Arquivada representação contra Chico Alencar, algoz de Cunha
Redação DM
Publicado em 10 de dezembro de 2015 às 10:40 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – Por 16 votos sim e nenhum contrário, o Conselho de Ética da Câmara arquivou nesta quinta-feira a representação por quebra de decoro contra o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). No relatório, o deputado Sandro Alex (PPS-PR) disse que não havia razões para dar seguimento às investigações. A representação contra Alencar foi feita pelo presidente do Solidariedade, Paulo da Força (SP), um dos principais aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A iniciativa foi interpretada como ato de revanchismo contra o parlamentar e o partido, que são um dos principais algozes do presidente da Câmara. Chico Alencar, subiu à tribuna para criticar Cunha, pedir sua saída da presidência em razão das denúncias que pesam contra ele.
— Para impedir um absurdo do revanchismo, voto pelo relator pelo arquivamento — disse o deputado Valmir Prascidelli.
Paulinho acusou Chico Alencar de receber doações eleitorais indevidas de funcionários de seu gabinete. Assim que o resultado foi anunciado, servidores que estavam na sessão aplaudiram.
Com exceção do deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), os aliados de Cunha no Conselho deixaram a sala assim que o presidente José Carlos Araújo (PSD-BA) anunciou o início da votação do processo contra Alencar.
O deputado Marcos Rogério (PDT-RO), novo relator do processo por quebra de decoro contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), confirmou que só apresentará o parecer dele na próxima terça-feira e a votação no Conselho de Ética foi adiada pela sétima vez.