Cotidiano

As almas se reconhecem

Redação DM

Publicado em 13 de dezembro de 2016 às 01:05 | Atualizado há 10 anos

Fábio Nasser, em carta de 3 de novembro, psicografada pela médium Mary Alves, fala ao pai para manter-se a postos em sua luta diária pela devoção do bom e sério jornalismo e o encoraja a não temer o amanhã, pois vão vencer a ‘batalha’

 

A dimensão do Cosmo, do Universo, não pode ficar restrita apenas à nossa capacidade de ver as coisas e senti-las em nosso quintal, menor que um coração, em sua missão de nos impor à Terra. Não há explicação plausível para compreender o mundo apenas em nossos olhos, quando, na verdade, ele está todo maior à nossa frente, num turbilhão infinito, e não preso à nossa vontade ou desejo de tê-lo limitado, em apenas um gomo ou numa simples geografia de uma laranja.

O mundo é maior, muito maior, tanto que, há anos, Hamlet, personagem de William Shakespeare, disse: ‘Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia’. Não estamos aqui para pensar o que é Deus, senão para senti-lo em sua essência maior e infinita que nos transforma em matéria, ar, fogo, respiração e queima de energia numa sintonia cosmogânica permanente, que nos torna, nós sozinhos, uma própria usina na pessoalidade de cada um. Mas aqui a energia não se mata, nem se morre, se transforma numa carona axiomática ao grande pensador que foi Antoine Lavoisier.

Deus é maior do que eu, do que você, do que pensamos. Tão maior que para que eu pense e repense, tenho que usar de minha energia para compreender esse próprio Universo e assim me irmanar na energia de outros para que esse Universo passe a existir, de fato, em nossas consciências. É assim, e assim será, mesmo que a mais complexa e completa tecnologia, a cada dia, nos procure afastar de Deus e a nos ligar a nós, como o Deus que não somos e que nunca seremos, nos gadgest da vida. Deus não é lúdico. Deus é maior. Deus é a presença de teu olhar no sussurro das mãos, que se cumprimentam na despedida dos planos, mas que não se desaparece na vida das outras dimensões.

Batista Custódio carrega uma cruz que não foi dada a ele, um então menino do interior, de Caiapônia, por um simples capricho dos que acham que a vida é apenas uma loteria. Afinal, ‘Deus não joga dados’, como propôs Albert Einstein em sua genialidade. E Deus está tão somente como dono do destino de cada um que aqui perece e se resplenda, de vida e formosura e provações, para transformar sua própria vida e a de outros em usinas galácticas permanentes de energia.

A missão de Batista Custódio é uma só: a de ir além no exercício de sua comunicação e de seu sacerdócio de quem é, no fundo, um libelo na construção da liberdade dos que opinam e dos que informam, como se isso fosse tão vital para as usinas individuais de energia, como é a energia da respiração, das chaminés microscópicas das mitocôndrias, que carregamos aos milhões no corpo. E com essas mesmas usinas que compomos essa grande cadeia de união que é a vida.

Seu Diário da Manhã não tem sido somente seu, mas de todos que aqui falam e expressam suas vontades, seus desejos e seus pedidos para que o mundo não seja assim, tão egoísta, patrimonialista e materialista a ponto de nos separar, um dos outros e dos outros todos, e de todos e Deus, esse onipresente, onipotente, onisciente e onicontente. Esse tudo, no nada do pequeno que ainda somos, nesses gomos das frutas.

Mas Batista não carrega a cruz sozinha dessa irmanação com Deus e com a sua nobre missão de ser o jornalista, às vezes carbonário, às vezes singelo pacificador, de quem deve comandar o timão da nau de letras, de palavras, de orações e ideias, para que todos possam dizer o que pensam e, juntos, construir um amanhã, onde a omissão não faz parte e somente, tão somente, tão somente não se constituirá.

Ao seu lado, o filho já desencarnado, Fábio Nasser, vai, também, em outra dimensão, tecendo uma rede de amor e apoio ao pai, para que este prossiga, com Deus, no coração, a sua caminhada de postulado, de quem vê a notícia como a fonte salvadora de todos que, um dia, terão de prestar contas a Deus, no limite do outro plano. Não aqui, onde a matéria é mais forte que o prazer de respirar, de sorver a água da mina ou de transmutar-se num simples desejo do sonho que temos durante o dia de olhos abertos.

Em uma carta do dia 27 de outubro, psicografada em um centro espírita de Goiânia, Fábio teria endereçado mensagem ao pai e, também, à sua família. Nela, escrevia palavras de conforto a Batista Custódio, que, em vida, vem asseverando com suas visões e, situação em terra que, muitas delas, se transformaram em catástrofes e em mutilações da vida em terra de comunidades inteiras.

Fábio, na segunda linha de sua mensagem, teria, inclusive, encorajado o pai, como nunca, a manter-se firme, incólume, como árvore plantada no colo da Terra de suas vontades, de seus desejos e de suas realizações e de seus projetos.

– Está em seus dias de maior verve, de assuntos ligados à sua vida e os elementos agora são outros, e o vejo constantemente preenchido de realizações!

E teria aconselhado ao pai, num mantra de energia exclamativa:

– Pai, coragem, sempre!

Fábio não esconde, de acordo com a suposta missiva, depois, desautorizada por ele, seu amor pelo pai, a quem o chama de ídolo e por quem diz que ‘pela minha ligação com o senhor, aprendi muito, mas reconheço ter-lhe ensinado por demais’.

Não se posterga aqui a relação de afeição entre os dois, tanto que Fábio, se vivo, seria, sem dúvida, seu sucessor no comando do Diário da Manhã, já que era o filho que mais se preenchia com as tarefas devocionais da redação e com seus textos, emblemáticos, muitos explosivos, que conquistavam uma legião de admiradores, que até agora o têm com um ‘viajante no espaço’, mas nunca uma pessoa que ‘morreu’ para eles. Fábio continua vivo, bem mais vivo do que muitos pensam.

Ainda na suposta missiva psicografada pela médium, Fábio também teria advertido o pai, Batista Custódio:

– Temo pela sua saúde, pois que não é qualquer garotinho (risos).

E completaria dizendo que ‘as luzes se acenderam em minha trajetória graças, e muito, às suas orações, que nunca me faltaram’.

E disse, quase que numa vontade plausível:

– O que eu quero agora é motivá-lo ao descanso, necessário.

Fábio sabe muito bem da luta do pai para manter o Diário da Manhã como fonte inesgotável na sede dos que defendem a liberdade de imprensa, de expressão e de opinião e que fazem do jornalismo um sacerdócio de amor e compreensão para que a sociedade não seja esses verdugos ninhos gordos de manipulação. E com certeza não diria a ele, como na primeira suporta carta, depois desautorizada.

Nela, Fábio teria dito ao pai:

– Chega um momento em que precisamos aposentar as chuteiras, e dar-nos a oportunidade de viver um outro tempo…

E revela, pois, a sua visão, de ver o pai, hoje, em um outro momento:

– Consigo vê-lo entre os papéis, os livros e a família.

Mas a surpresa veio depois, em outra carta, em uma nova mensagem, do dia 3 de novembro deste ano. A carta anterior, do dia 27, foi desconsiderada pelo próprio Fábio, que falou ao pai, agora em novembro:

– Mas vê-lo angustiado e preocupado ante fatos que não condizem com a verdade, deixa-me com a responsabilidade de conversar de coração para coração. Compreendo a sua saudade dos meus escritos, mas é necessário verificar se eles procedem de Deus.

Aqui, nesse trecho, Fábio confirma que jamais se utilizaria de linguagem surrada ou com uso de clichês para falar ao pai:

– Não usaria jargão ou velhos clichês ao dirigir-me ao seu coração, principalmente porque a ser suscinto e objetivo.

Batista, há anos, mantém-se irremovível em sua biblioteca, onde escreve seu livro SagaSonho e, também, afia seus artigos, numa velha Olivetti, que serão publicados em breve e com um poder capaz de vergar aos chãos aqueles que sempre se mantiveram orgulhosos, poderosos, mas que nunca fizeram seus deveres de casa, ainda na Casa do Pai, mas que ainda se julgam ou se acham maior que o próprio Maior deles, o nosso Deus.

Fábio, de lá, de sua dimensão celestial, diz ao pai, com o encanto de quem compreende melhor a vida terrena:

– Enquanto estamos constantemente convidando-o a ser forte e prosseguir um tanto mais, sentimos que se preocupou se realmente é chegada a hora de parar.

E completa:

– Não o aconselharíamos a esse mister, pois a luta ainda se faz necessária.

Fábio lembra ao pai que o coração do pai sabe reconhecê-lo nas entrelinhas.

– Não seria necessário repetir o óbvio.

– Sua própria intuição deduziu que eu não o chamaria a descansar enquanto a sua participação se faz tão necessária nesse novo processo por que passa o Diário da Manhã.

Aqui, lógico, Fábio se refere ao processo de recuperação judicial, em andamento, pelo qual passa o DM.

– Sabemos que está assustado com tamanha responsabilidade. Mas acalme seu coração.

Fábio, aqui, se refere à capacidade do pai de lutar e ir além, com a responsabilidade sempre à frente de seu tempo, para buscar energia para que, com seu jornalismo, possa melhorar a vida em coletividade e não fugir do que prega o Senhor e o próprio Deus.

– Amigos estão a postos para orientar e conduzir todo o processo. O senhor sentirá a liberdade que tanto almejou – apascenta ao pai.

Fábio lembra ao pai que não deixará nunca de ter as permanentes elucubrações.

– Sabemos que perguntas fervilham em seu cérebro, mas é necessário voltar-se ao silêncio interior e ouvir a voz de Deus.

E o adverte numa ênfase exclamativa:

– Não tema o amanhã! Ele está traçado para que sua dignidade seja perpetuada.

Fábio diz que seu espírito jamais conheceu a ‘inveja’ de quem quer que seja.

– Ao contrário, admiro e emociono-me com todos os seus pensamentos.

E adverte de novo o pai, ainda sobre as missivas:

– É necessário analisar missivas, meu pai.

Fábio prossegue agora lembrando do amigo aqui na Terra, Agnaldo:

– Quanto ao nosso amigo Agnaldo, com a transformação havida, ele percebeu que seu poder foi ilusório. Sei o quanto o ama e o quanto ele o ama. A ligação entre vocês é para que ele aprenda a conquistar o que é seu de direito, com honestidade. Ele sente que algo aconteceu e mudou e por isso está inquieto. O que ele precisa saber é que não deverá mais agir no silêncio, da maneira que julga achar correto.

E prossegue:

– Ajude-o a ser digno de sua confiança. Seu amor moverá sua ação e suas palavras. Não se preocupe.

Já próximo de se despedir em sua mensagem, Fábio diz ao pai que ‘meus irmãos estão oferecendo o que têm de melhor no momento. Profundas modificações ocorreram em seus corações’.

E diz ao pai:

– Hoje o senhor tem amigos ao seu lado. Limitados, é verdade, mas verdadeiros.

E diz ainda:

– Sustente a sua fé na esperança de que Deus é onipresente.

E lembra da afeição de Batista para com Iris Rezende:

– Sua tarefa em ajudar meu padrinho continua. Não mais haverá paciência para erros. A oportunidade é para que sua gestão seja voltada às pessoas, ao bem-estar coletivo.

Como de praxe em todas suas mensagens, Fábio se despede do pai com o carinho de sempre:

– E quanto a nós dois, continuaremos unidos, firmes e fortes. Cumpriremos nossa tarefa, meu pai, com as bênçãos de Deus. O meu amor agiganta-se ao presenciar sua coragem. Iremos vencer!

E diz ao pai que a avó Romana cuida de todos com o zelo de sempre:

– E eu estarei sempre ao seu lado. Vigilante e expressivo.

E mais uma vez, no mantra do amor, diz:

– Que Deus abençoe nossa boa vontade e nos torne invencíveis.

 

A CARTA que Fábio diz não ser dele

 

Papai e família querida!

Está em seus dias de maior “verve”, de assuntos ligados à sua vida e os elementos agora são outros e o vejo constantemente preenchido de realizações!

Pai, coragem sempre.

És o meu ídolo.

Pela minha ligação com o senhor, aprendi muito, mas reconheço ter-lhe ensinado por demais.

Temo pela sua saúde, pois que não é qualquer garotinho. (risos)

As luzes se acenderam em minha trajetória graças e muito às suas orações, que nunca me faltaram.

O que eu quero agora é motivá-lo ao descanso, necessário.

Chega um momento em que precisamos aposentar “as chuteiras”, e dar-nos a oportunidade de viver um outro tempo…

Consigo vê-lo entre os papéis, os livros e a família.

Quanta coisa mudou?

E para melhor.

Estou sempre tentando modificar “seu pensamento”, quando escreve, mas… é inútil qualquer esforço!

A “cabeça dura”, de sempre, continua nos “porões” da mente a buscar coisas, assuntos que só quem tem um grande passado, sabe preservar.

Ali, só você pode adentrar e confesso:

“Fico com inveja da tua capacidade de falar através da escrita, tudo o que a maioria gostaria de ouvir e dizer”.

Não deixo de penetrar em suas permanentes elucubrações.

Ali, me torno novamente “a criança que gostaria de estar ainda agora ao seu lado”.

Nosso Nasser, trabalha sem parar, nos Poderes da Nação, para fazer com que a VERDADE não seja escondida daquele que é a razão da existência de uma normativa, que rege a VIDA e a NAÇÃO: O POVO.

Cuida de cuidar-se!

A vida pede regras para não se esbanjar energias ao bel prazer dos incontáveis inimigos do povo!

Meu amor, reconhecido pelo seu amor!

Paz e esperança, dias melhores virão!

Meu carinho e e Amor de sempre…

Fábio Nasser Custódio dos Santos”

 

 

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