Atentado deixa segurança ainda mais dura no G-20
Redação DM
Publicado em 16 de novembro de 2015 às 06:00 | Atualizado há 11 anosANTÁLIA – Do aeroporto ao cordão de segurança criado em torno dos 46 resorts de luxo (mais da metade equipados com vidros a prova de balas) onde acontecem as reuniões e onde estão hospedados os chefes de Estado e de governo que participam do G-20, o trajeto é mantido sob permanente escolta policial. Por motivo de segurança, os hotéis estão fechados para turistas. As belas praias do balneário à beira do Mediterrâneo estão vazias. Há apenas um ou outro policial e jornalistas.
O acesso à área protegida, que é propositalmente afastada da cidade se dá por dois postos de controle. Policiais armados revistam carros e pessoas com a ajuda de cães farejadores. Os ônibus designados para transportar delegados, jornalistas e outros participantes da cúpula não podem ultrapassar estes pontos. Os passageiros são obrigados a descer, caminhar até a entrada e, somente uma vez lá dentro, tomar os outros veículos disponíveis para fazer o trânsito entre os hotéis e as áreas designadas para os múltiplos eventos.
Na zona exclusiva, ainda mais restrita, há outro posto de controle policial, onde os jornalistas precisam, novamente trocar de meio de transporte. A todos estes procedimentos se somam os controles com raio-x na porta de cada um dos hotéis e no próprio prédio desginado à imprensa, a cada nova entrada. Ontem, os seguranças revistaram o sanduíche de um dos delegados da cúpula. E a vistoria a computadores não ses limita apenas a bri-los. É preciso ligá-los e fazer o login.
Boa parte do trajeto do aeroporto até a área protegida está cercada por tapumes, assim como o centro da cidade de Belek, que atrai turistas do mundo inteiro. O clima de tensão e a internet falha não parecem tere atrapalhado o aplicativo de relacionamentos Tinder, que tem feito grande sucesso dentro da zona de segurança do cúpula do G-20.
Depois da partida dos chefes de Estado no final do dia, a vida parece voltar ao normal no balneário.