Cotidiano

Banco Central mostra transparência ao público

Redação DM

Publicado em 28 de dezembro de 2016 às 01:24 | Atualizado há 10 anos

O Banco Central do Brasil divulgou nota, que o Diário da Manhã teve acesso, em que situa itens importantes de sua atuação, com total transparência, como política fiscal, dívida imobiliária e dívida do setor público. Segundo o informe, setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 39,1 bilhões em novembro. O governo central apresentou déficit de R$ 39,9 bilhões, e os governos regionais e as empresas estatais, superávit primários respectivos de R$ 421 milhões e R$ 314 milhões.

No ano, o déficit primário acumulado do setor público consolidado alcançou R$ 85,1 bilhões, ante déficit de R$ 39,5 bilhões no mesmo período de 2015. No acumulado em doze meses, registrou-se déficit primário de R$ 156,8 bilhões (2,50% do PIB), elevando-se 0,30 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$ 41,3 bilhões em novembro, comparativamente a R$ 36,2 bilhões em outubro. Contribuiu para essa elevação o resultado desfavorável nas operações de swap cambial no mês (perda de R$ 3,9 bilhões), ante resultado favorável no mês anterior (ganho de R$2,4 bilhões). No acumulado no ano, os juros nominais totalizaram R$ 372,5 bilhões, comparativamente a R$ 449,7 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais atingiram R$ 424,6 bilhões (6,78% do PIB), elevando-se 0,25 ponto percentual do PIB em relação ao observado em outubro.

Resultado

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 80,4 bilhões em novembro. No ano, o déficit nominal alcançou R$ 457,6 bilhões, comparativamente a déficit de R$ 489,2 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 581,4 bilhões (9,28% do PIB), elevando-se 0,55 ponto percentual do PIB em relação ao valor registrado em outubro.

O déficit nominal do mês foi financiado mediante expansões de R$ 68 bilhões na dívida mobiliária, de R$ 14,3 bilhões na dívida bancária líquida e de R$938 milhões no financiamento externo líquido, contrabalançadas, parcialmente, pela redução de R$ 2,8 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária.

Dívida mobiliária federal

A dívida mobiliária federal interna, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$ 2.961,4 bilhões (47,3% do PIB) em novembro, registrando acréscimo de R$ 52,1 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu emissões líquidas de R$ 24,5 bilhões, acréscimo de R$1,0 bi em razão da depreciação cambial e incorporação de juros de R$ 26,6 bilhões.

Destacaram-se as emissões líquidas de R$ 13,2 bilhões em LFT e de R$ 12,5 bilhões em LTN; e os resgates líquidos de R$ 1,1 bi em NTN-B.

A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a outubro: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic passou de 20,8% para 21%, devido às emissões líquidas de LFT; a dos títulos prefixados elevou-se de 27,1% para 27,2%, em razão de emissões líquidas de LTN; e a dos títulos indexados aos índices de preços reduziu-se de 24,6% para 24,3%, pelos resgates líquidos de NTN-B. A participação das operações compromissadas passou de 26,9% para 26,8%, apresentando vendas líquidas de R$ 5,8 bilhões.

Em novembro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$ 0,055 bilhão, 0,002% do total, com vencimento em 2016; R$ 433,4 bilhões, 14,6% do total, com vencimento em 2017; e R$ 2.528 bilhões, 85,4% do total, vencendo a partir de janeiro de 2018.

No final de novembro, a exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$ 89,4 bilhões. O resultado dessas operações no mês foi desfavorável ao Banco Central em R$ 3,9 bilhões e, no ano, favorável em R$ 71,7 bilhões.

Dívida líquida do setor público

A dívida líquida do setor público alcançou R$ 2.744,1 bilhões (43,8% do PIB) em novembro, elevando-se 0,1 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

No ano, houve elevação de 8,2 pontos percentuais na relação DLSP/PIB, decorrente do impacto da incorporação de juros nominais (aumento de 5,9 pontos percentuais), da valorização cambial de 13% no período (aumento de 2,5 pontos percentuais), do déficit primário (aumento de 1,4 ponto percentual), do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 1,5 ponto percentual) e do ajuste de paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (redução de 0,1 ponto percentual).

A dívida bruta do governo geral (governo federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$4.418,4 bilhões em novembro (70,5% do PIB), elevando-se 1,0 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

 

 

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