Cotidiano

Bombardeiro americano sobrevoa Coreia do Sul

Redação DM

Publicado em 10 de janeiro de 2016 às 07:50 | Atualizado há 11 anos

SEUL — Um bombardeiro dos EUA de longo alcance sobrevoou este domingo a Coreia do Sul, em uma demonstração de força do Exército americano após o suposto teste de uma bomba de hidrogênio realizado pela Coreia do Norte.

O Stratofortress B2, bombardeiro que pode transportar armas nucleares, sobrevoou brevemente a base área militar de Osan, a cerca de 70 quilômetros ao sul da fronteira coreana, antes de regressar à sua base.

O avião usado na operação do Exército americano é usado com frequência em exercícios militares anuais conjuntos entre EUA e Coreia do Sul. No entanto, estes episódios são raramente divulgados. O último caso ocorreu em 2013, depois do terceiro ensaio nuclear norte-coreano.

A Coreia do Norte afirmou na última quarta-feira que realizou com sucesso um teste da bomba de hidrogênio. O anúncio suscitou uma onda de protestos internacionais, embora muitos especialistas contestem que foi este o armamento desenvolvido por Pyangyang.

A bomba de hidrogênio é muito mais potente do que uma bomba atômica comum, e sua construção contraria a resolução da ONU que proíbe a Coreia do Norte de desenvolver um programa nuclear.

O ditador norte-coreano Kim Jong-un afirmou este domingo à KNCA, agência oficial do país, que o ensaio nuclear é “uma medida de autodefesa para garantir efetivamente a paz na península coreana e a segurança regional frente aos riscos de uma guerra nuclear provocada pelos imperialistas conduzidos pelos EUA”.

“Trata-se do direito legítimo de um Estado soberano, de uma ação justa que ninguém pode criticar”, alegou.

Kim Jong-un visitou unidades das Forças Armadas do país para parabenizá-las pelo “sucesso” do teste nuclear.

O inesperado teste da bomba de hidrogênio irritou até a China, o aliado mais próximo da Coreia do Norte.

A Coreia do Sul reagiu ao anúncio da nova arma difundindo mensagens de propaganda na fronteira com o país rival, que respondeu afirmando que a península se encontra “à beira da guerra”.

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