Brasileiros no Mali estão bem, relata embaixador
Redação DM
Publicado em 20 de novembro de 2015 às 01:30 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – O embaixador brasileiro no Mali, João Alberto Dourado Quintaes, disse por telefone a O GLOBO, na tarde desta sexta-feira, que os brasileiros que vivem naquele país africano estão bem e que a orientação dada pela embaixada é para que todos permaneçam em casa. Quintaes falou com a reportagem momentos antes do desfecho do sequestro no hotel Radisson, em Bamako, a capital malinesa.
De acordo com o embaixador, a comunidade brasileira no país conta apenas com 16 pessoas, todas pastores evangélicos e suas famílias. Quintaes está em missão no país há um ano e meio. A embaixada tem apenas um outro servidor brasileiro e mais cinco funcionários locais.
O embaixador contou que a situação no país é tensa. Quando conversou com O GLOBO, ele disse que temia por um desfecho trágico – segundo informações das agências internacionais, 27 pessoas morreram. Forças americanas e francesas libertaram todos os reféns que ainda estavam em poder dos terroristas.
Quintaes disse que a ação dos extremistas não foi uma surpresa.
— Desde 2012 grupos jihadistas exercem um papel preponderante na condução do conflito — afirmou.
Em 21 de março daquele ano, o país sofreu um golpe militar – mais um – e depôs o presidente Amadou Toumani Touré e, desde então, vive um conflito civil. Em fevereiro deste ano foi assinado o Tratado de Argel entre o governo e seis grupos armados do norte do país. Mas, como analisou Quintaes, jihadistas aliados ao Estado Islâmico e a Al-Qaeda do Magreb islâmico sempre boicotaram o cessar-fogo. Por conta disso, a rotina é de medo.
— Temos de tomar muito cuidado em locais públicos — declarou.