Cotidiano

Canadá vai recusar refugiados homens solteiros

Redação DM

Publicado em 24 de novembro de 2015 às 05:05 | Atualizado há 11 anos

Após os atentados de Paris, reivindicados pelo Estado Islâmico, alguns países adotaram medidas de segurança mais duras. Com a notícia de que dois dos terroristas envolvidos nos ataques a capital francesa haviam entrado no país como refugiados, a política de fronteiras também foi colocada a prova. Nesse contexto, o Canadá anunciou que não aceitará refugiados homens e solteiros. Entre os que não serão recusados estão famílias inteiras, mulheres e crianças sozinhas.

Em entrevista a Radio Canada, Faisal Alazem, do Conselho Sírio e Canadense, um grupo sem fins lucrativos que apoia refugiados, disse que esse não é um cenário ideal.

– Acho que o que aconteceu em Paris mudou realmente a dinâmica e opinião pública.

Em um encontro com o recém-eleito Primeiro-Ministro do Canadá, Justin Trudeau, o Premier de Quebec, Philippe Couillard, afirmou:

– Todos esses refugiados são vulneráveis mas uns são mais que os outros como, por exemplo, mulheres, famílias e membros de religiões minoritárias, que são oprimidos.

Em seguida aos ataques terroristas em Paris, uma pesquisa da “Global News” apontou que 60% dos canadenses descordaram dos planos do governo de aceitar refugiados. Seis em cada 10 pessoas disseram que acreditavam haver altos riscos de segurança ao permitir que refugiados entrem no pais, de acordo com o “Forum Research”.

O Primeiro-Ministro canadense, Trudeau, criou um plano de abrigar 25 mil refugiados. Ele quer acelerar o assentamento destas pessoas para até o fim deste ano. Trudeau enfrentou críticas da oposição, mas insistiu que segurança continuará sendo alta prioridade no país.

O embaixador canadense na Jordânia, Bruno Saccomani, confirmou que refugiados de campos no país, Líbano e Turquia seriam enviados para o Canada a partir do dia primeiro de dezembro. De acordo com a agência de notícias Petra, ele disse que a operação custaria cerca de £590 milhões.

Desde 2011, mais de 4 milhões de refugiados sírios deixaram seu país de origem por conta da guerra que se estabeleceu ali.

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