Caso trágico: investigação mostra que jovem linchado e morto por suspeita de homicídio era inocente
Redação Online
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 20:16 | Atualizado há 4 meses
O ataque aconteceu no dia 18 de janeiro, dois dias após Kelly ser encontrada morta em uma área de mata
Um jovem de 23 anos morreu na segunda-feira (26/01) após dias internado em Ponta Grossa, no Paraná. Deivison Andrade de Lima sofreu um linchamento depois de moradores o acusarem, de forma equivocada, de envolvimento na morte de Kelly Cristina Ferreira de Quadros. A Polícia Civil do Paraná confirmou que ele não teve participação no crime.
O ataque aconteceu no dia 18 de janeiro, dois dias após Kelly ser encontrada morta em uma área de mata. Pessoas que acreditaram em rumores sobre a autoria do homicídio espancaram o jovem. Ele ficou hospitalizado por oito dias, mas não resistiu aos ferimentos.
A mãe de Deivison contou que o encontrou consciente em uma Unidade de Pronto Atendimento na noite da agressão. Segundo ela, o filho afirmou que três homens o colocaram à força dentro de um carro e disseram que o levariam para uma região de mata. Eles teriam declarado que fariam com ele o mesmo que, segundo acreditavam, ele teria feito com Kelly.
O delegado Luis Gustavo Timossi afirmou que a investigação não apontou qualquer indício de ligação de Deivison com o homicídio. Ele reconheceu que o jovem conhecia a vítima, mas destacou que essa relação não indicou participação no crime.
A Polícia Civil prendeu, no dia 19 de janeiro, o homem apontado como autor da morte de Kelly. O suspeito, de 43 anos, confessou o crime e apresentou provas materiais, como imagens de câmeras de segurança e detalhes sobre a motivação e os objetos usados.
A mãe de Deivison afirmou que o filho negou qualquer envolvimento até os últimos momentos de consciência. “Meu filho era inocente. Eu só quero justiça”, declarou.
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