Chefe de gabinete de Macri anuncia oficialmente ministros do futuro governo
Redação DM
Publicado em 25 de novembro de 2015 às 05:05 | Atualizado há 11 anosBUENOS AIRES – O chefe da campanha presidencial de Mauricio Macri e futuro chefe de gabinete do novo presidente argentino, Marcos Peña, anunciou o novo gabinete de ministros. Em coletiva de imprensa, ele definiu nomes técnicos, políticos ligados ao novo chefe de Estado e até a manutenção do ministro kirchnerista de Ciência e Tecnologia, Lino Barañao.
— Teríamos preferido uma transição mais normal — lamentou Peña.
Alfonso Prat-Gay, ex-chefe do Banco Central do país, será ministro de Fazenda e Finanças na formação do novo gabinete. Durante a campanha, Macri prometeu reerguer a economia do país com o fim do controle de câmbio e medidas protecionistas do governo Kirchner, missões que devem ser destinadas ao economista. Prat-Gay, de 50 anos, comandou o BC entre 2002 e 2004, período em que o país sul-americano se recuperou de uma depressão econômica devastadora.
No gabinete econômico — que abandona a função de ministro da Economia —, também estão confirmados Francisco Cabrera (Produção e Desenvolvimento) e Federico Sturzenegger, que presidirá o Banco Central, caso Macri consiga destituir Alejandro Vanoli, ligado ao kirchnerismo. Alberto Abad, da Receita, volta ao cargo máximo. A pasta de Modernização fica a cargo de Andrés Ibarra. A advogada Carolina Stanley será ministra do Desenvolvimento Social. Juan José Aranguren liderará a Energía
Rogelio Frigerio será ministro do Interior, e Jorge Lawson, do Trabalho. O ministro da Agricultura será Ricardo Buryaile, e o ministro do Meio Ambiente será o rabino Sergio Bergman. Barañao segue na Ciência, agradando a rivais no processo político.
A Saúde fica a cargo de Jorge Lemus, um dos médicos mais prestigiados do país. O ex-procurador-geral portenho Germán Garavano chefiará a Justiça. O representante radical de Defesa na Câmara, Julio Martínez, assume a pasta respectiva.
A deputada Patricia Bullrich, uma das mais fiéis partidárias de Macri, foi designada ministra de Segurança. Ela foi ministra do Trabalho sob o governo de Fernando de La Rúa, na década passada. Seu sobrinho, Esteban Bullrich, assume a Educação.
Susana Malcorra, atual chefe de gabinete do secretário-geral Ban Ki-moon, terá a tarefa de concretizar uma prometida abertura internacional que inclui a reconstrução da confiança com o Brasil: é a nova chefe das Relações Exteriores. Antes de entrar na ONU em 2004, ela trabalhou durante mais de duas décadas no setor privado, onde ocupou cargos importantes em empresas como IBM. Na Telecom Argentina, ela chegou a ser diretora-executiva. A nova chanceler terá uma importante missão: participará da primeira cúpula do Mercosul do novo governo, que ocorrerá no Paraguai. Na ocasião, o novo chefe de Estado já prometeu invocar a cláusula democrática do Mercosul para sancionar a Venezuela pelos “abusos cometidos, como perseguições a opositores e ações contra a liberdade de expressão”.
O ex-chefe de Cultura da capital argentina, Hernán Lombardi, chefiará o setor de Meios Públicos do país, e Pablo Avelluto, ex-secretário de Meios de Buenos Aires, será ministro da Cultura. O deputado Oscar Aguad chefiará as telecomunicações.
Como parte do núcleo central do gabinete, Peña, braço-direito de Macri, já estava confirmado como chefe do gabinete de ministros. Pablo Clusellas, membro de longa data do grupo de Macri , será Secretário Legal e Técnico. Fernando De Andreis, chefe do Turismo portenho, será Secretário-Geral da Presidência, e a deputada Laura Alonso fica à frente do setor contra a Corrupção.