Chuva atrapalha buscas por vítimas de naufrágio
Redação DM
Publicado em 30 de novembro de 2015 às 08:20 | Atualizado há 11 anosRIO — Com o tempo chuvoso em Angra dos Reis, as buscas pelos cinco passageiros desaparecidos da escuna Minas Gerais, que naufragou no sábado, foram encerradas nesta segunda-feira no meio da tarde, sem que nenhuma vítima fosse encontrada. O plano inicial era que o segundo dia de trabalho das equipes de resgate seguisse até o início da noite. O acidente ocorreu próximo à Praia de Provetá. Oito pessoas foram resgatadas com vida até agora.
As buscas serão retomadas hoje com a ajuda de 19 mergulhadores, três embarcações da Capitania dos Portos e uma lancha do Corpo de Bombeiros. Continuam desaparecidos o vice-prefeito de Arantina (MG), José Geraldo da Silva, de 42 anos, Atail Almeida Bezerra, José Assis da Silva, Wellington Sandro de Castro e Fernando de Castro de Souza, também moradores da cidade mineira.
De acordo com Paulo Escarani, comandante do 10º Grupamento de Bombeiro Militar, a equipe de mergulhadores está tendo dificuldades para chegar ao ponto onde a traineira teria afundado.
— A profundidade do local onde o barco supostamente afundou é de aproximadamente 40 metros. Os mergulhadores só podem ficar 20 minutos a cada 24 horas, já que a pressão é muito alta — disse o comandante.
A Marinha ainda não se pronunciou sobre as possíveis causas do acidente. Já o delegado titular da 166ª DP (Angra dos Reis), Marco Antônio Alves, disse que os oito sobreviventes já foram ouvidos. Um deles foi o advogado Erlei Eros Misael, de 42 anos. Ele contou que a embarcação virou rapidamente e que nadou por cerca de 40 minutos até chegar à Ilha dos Meros, onde foi socorrido por pescadores e resgatado por uma lancha de moradores.
A polícia tem 30 dias para concluir o inquérito que foi instaurado para apurar o acidente do barco.