Cinomose entre cães comunitários acende alerta no campus da UFG em Goiânia
Redação Online
Publicado em 8 de junho de 2026 às 22:51 | Atualizado há 1 hora
Cinomose mobiliza voluntários após casos entre cães da UFG | Foto: Reprodução
A morte de uma cadela e o diagnóstico de novos casos de cinomose entre cães comunitários acenderam um alerta no campus da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. A situação mobilizou estudantes e voluntários que atuam na proteção dos animais que circulam pela instituição.
Segundo relatos de voluntários, três cães receberam diagnóstico confirmado da doença e permanecem em tratamento. Outros quatro animais apresentaram sintomas compatíveis com a infecção viral, considerada altamente contagiosa entre cães.
Parte dos animais recebeu atendimento em clínica veterinária particular, enquanto outro permaneceu sob cuidados de uma voluntária dentro do campus. As despesas com medicamentos, consultas e exames foram custeadas por meio de campanhas de arrecadação organizadas por estudantes.
Integrantes do grupo responsável pelos cães comunitários afirmaram que a falta de um programa permanente de controle sanitário pode ter favorecido a disseminação da cinomose. Eles defendem a ampliação das ações de vacinação e acompanhamento dos animais que vivem na universidade.
Em nota, a Universidade Federal de Goiás informou que acompanha os casos e destacou que a cinomose possui caráter sazonal no campus, com ocorrências registradas em diferentes anos. A instituição ressaltou que a chegada frequente de novos animais dificulta o controle completo da doença.
O Hospital Veterinário da UFG informou que realizou avaliações clínicas, testes diagnósticos e orientações técnicas para os casos suspeitos. A unidade explicou que não interna animais com cinomose devido a protocolos de biossegurança destinados à proteção de outros pacientes.
De acordo com a UFG, a maior parte dos cães comunitários recebe vacinação e acompanhamento por meio de ações conjuntas entre o Hospital Veterinário, a Secretaria de Promoção da Segurança e Direitos Humanos e grupos de voluntários. A instituição também reforçou que a cinomose não representa risco de transmissão para seres humanos