Cotidiano

Combustíveis e carnes pesam no bolso do goianiense

Redação DM

Publicado em 10 de junho de 2021 às 12:41 | Atualizado há 5 anos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio em Goiânia subiu 0,79%, sendo a maior variação para um mês de maio dos últimos 12 anos (em 2009, o índice foi de 0,97%). Com isso, o índice atinge um acumulado de 3,07% no ano e 8,90% nos últimos 12 meses. No País, o aumento dos preços em maio foi de 0,83%, a maior taxa para o mês desde 1996, quando atingiu 1,22%. Assim, o índice de inflação nacional acumula no ano 3,22% e nos últimos doze meses 8,06%. O registro é do IBGE.

Entre os itens que pressionaram a alta na capital goiana estão os combustíveis, que subiram 4,93% no mês de maio, e as carnes, que chegaram a 2,80%. Esses itens acumulam aumentos de 56,62% e 37,99%, respectivamente, nos últimos 12 meses. Destaque para o preço dos Combustíveis que já acumula 24,87% de alta em 2021 até agora. Os dois grupos supracitados tiveram altas nos preços do etanol (10,28%), gasolina (3,89%), óleo diesel (4,21%), patinho (3,15%), músculo (2,72%) e costela (2,38%). Todos esses subitens estão entre os oito maiores acumulados dos últimos 12 meses. Além deles, destaca-se o aumento acumulado do óleo de soja (88,58%) e arroz (51,94%).

Dos nove grupos pesquisados, oito apresentaram variações positivas em maio na nesta Capital, destaque para os grupos de Transportes (1,77%), puxado principalmente pelos aumentos dos combustíveis, mas também pelo aumento dos preços do pneu (3,86%) e do óleo lubrificante (2,17%); Vestuário (1,14%), devido às altas da joia (4,96%), do conjunto infantil (3,38%) e do relógio de pulso (2,98%); Habitação (1,13%), ocasionado pela elevação nos subitens energia elétrica residencial (3,83%), ferragens (3,02%) e areia (1,23%); Artigos de residência (0,92%), devido às altas nos subitens televisor (3,17%), móvel para quarto (2,69%) e roupa de cama (2,25%); completam as altas os grupos de Saúde e cuidados pessoais (0,50%); Alimentação e bebidas (0,24%); Despesas pessoais (0,06%); e Educação (0,04%). O único grupo que registrou queda em maio na capital goiana foi Comunicação (-0,11%) que apresentou queda no preço do aparelho telefônico (-0,76%).

O INPC de Goiânia registrou alta de 0,72% em maio de 2021, acumulando variação positiva de 2,40% no ano. A variação mensal foi discretamente inferior à do IPCA para o mesmo período (0,79%). Já em nível nacional, o índice subiu 0,96% e acumula 3,33% no ano. O INPC abrange as famílias com rendimentos entre um e cinco salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e cobre dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

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