Comerciante filma jovem roubando colar de mulher no Centro
Redação DM
Publicado em 16 de dezembro de 2015 às 01:15 | Atualizado há 11 anosRIO – Ladrões continuam praticando roubos no Centro da cidade sem a menor preocupação de serem descobertos. No noite desta terça-feira, o comerciante Maurício Boyd, de 50 anos, filmou a ação de um desses criminosos, aparentemente menor de idade, praticando roubos usando uma bicicleta branca, na altura do Largo da Carioca. De camiseta branca, bermuda e chinelos, o rapaz surpreendeu uma mulher que atravessava a Avenida Nilo Peçanha, no cruzamento com a Avenida Rio Branco. Escolhida a vítima, ele começou a pedalar e arrancou a corrente do pescoço da mulher que, impotente, nada fez. O rapaz disparou com a bicicleta no meio da via.
Em seguida, ele pôs a corrente na boca e continuou a fuga. Bem posicionado, Boyd continuou a filmar e flagrou o ladrão subindo a calçada do Largo da Carioca e parando num chafariz abandonado que existe na praça. Lá, ele deitou a bicicleta, tirou o objeto da boca e viu se o ataque deu bom resultado.
— Depois do ataque de ladrões que esfaquearam um homem na Avenida Rio Branco (flagrante feito por uma equipe da TV Globo de um homem levando quatro facadas e divulgado em 1º de maio deste ano) os assaltos diminuíram. Mas, de um mês e meio para cá a situação voltou a ficar preocupante. Faz uma semana que um grupo de jovens fica reunido no chafariz desativado do Largo da Carioca. Na terça-feira, depois do assalto que filmei ele roubou outras pessoas, mas como estava embaixo da marquise não deu para flagrar — contou o comerciante, que comprou uma câmera compacta há cerca de uma semana.
Boyd contou que durante o dia vê policiamento no Centro, ma Rua da Assembleia, por exemplo, mas quando chega à noite, segundo ele, os policiais desaparecem. Ele disse que a ação na Avenida Nilo Peçanha é constante por causa da facilidade de fuga.
— Eu não sei o que acontece. Fico tão preocupado com as pessoas que costumo avisar a mulheres, idosos e turistas do perigo a expostos quando exibem alguma coisa que pode demonstrar valor. Na terça-feira, depois de fechar a loja, encontrei uma mulher de Niterói que acabara de ter sua corrente arrancada do pescoço. Ela disse que não tinha valor, que não era de ouro, mas mostrou a marca que o ataque fez em seu pescoço. Doeu muito. Fui com ela até o Terminal Menezes Cortes para evitar novos ataques — contou.
Ele relatou incidentes em que já se envolveu com menores que praticam assaltos na região.
— No ano passado, dei com o guarda-chuva na cabeça de um rapaz que tentou me assaltar. Ele gritou de dor, pegou um pedregulho para jogar em mim, mas, por sorte, policiais militares apareceram e prenderam o rapaz. Numa outra ocasião, avancei com o carro para evitar um assalto e o jovem atirou uma pedra no carro. Ela acertou o capô, que ficou amassado — comentou. Maurício Boyd.